Um camundongo encontra outro imóvel e inconsciente, mas não foge nem permanece indiferente. Ele se aproxima, toca o companheiro, lambe seu rosto e chega a puxar sua língua. A sequência, registrada por pesquisadores, lembra procedimentos de emergência e desafia a imagem desses roedores como criaturas guiadas apenas pela sobrevivência individual.
No estudo publicado em 2025 na revista Science, camundongos conscientes foram colocados perto de companheiros temporariamente anestesiados. Diante da falta de resposta, eles iniciaram uma sequência organizada de ações, começando por cheirar e tocar o corpo antes de intensificar o contato com a cabeça e a boca.
Os animais lamberam o rosto dos parceiros, mordiscaram a região da boca e, em muitos casos, puxaram delicadamente a língua para fora. Esse movimento ajudou a ampliar a passagem de ar. Os camundongos atendidos também voltaram a se movimentar mais rapidamente do que aqueles que permaneceram sem a presença de um companheiro.
Comportamento lembra primeiros socorros
A comparação surgiu porque os gestos observados tinham uma função semelhante à desobstrução das vias respiratórias. Em um teste adicional, os cientistas colocaram um pequeno objeto na boca do animal inconsciente. Os companheiros conseguiram removê-lo na maioria das tentativas, antes de continuar lambendo e manipulando a região.
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