Licença para matar: Renan Santos diz que seu governo vai matar quem roubar

Licença para matar: Renan Santos diz que seu governo vai matar quem roubar

Proposta autoritária sequer leva em conta os inocentes presos por equívoco

Renan Santos,  candidato do partido Missão à Presidência da República, afirmou neste sábado (1º) que seu eventual governo vai “matar quem roubar”. Ele fez a declaração durante um ato de oficialização de sua corrida ao Palácio do Planalto, na Zona Leste de São Paulo.

“Meu país não vai oferecer esmola para ninguém. Vocês vão comprar seu carro, seu celular. E ninguém vai roubar nada que é seu, porque nós vamos matar quem roubar”, disse Renan ao público.

O candidato apresentou o combate ao crime como um dos eixos de sua campanha e voltou a defender a política que chama de “tolerância zero”. Em outras ocasiões, ele resumiu essa proposta pela expressão “prendeu, matou”: quem reagisse à abordagem policial seria morto.

Após o evento, Renan classificou a segurança pública como uma “guerra” e disse que pessoas armadas que enfrentassem policiais encontrariam resposta. “Se alguém quiser combater de maneira armada a polícia, ele encontrará um enfrentamento devido. Não existe guerra unilateral”, afirmou a jornalistas.

Limpeza étnica

Ao falar sobre confrontos, Renan disse que preferiria rendições sem baixas policiais. “Eu adoraria apenas que eles se entregassem. Se puderem se entregar, eu ficaria muito feliz que nenhum dos nossos policiais aqui tivessem uma sequer baixa dos seus inimigos”, declarou.

No congresso partidário, o empresário apresentou cinco metas para um eventual mandato. Entre elas estão reduzir os homicídios para menos de 10 mil por ano, limitar os juros a 6%, alcançar superávit nominal e elevar a alfabetização para nove em cada dez crianças.

Renan também prometeu que nenhum estado teria, ao fim de seu governo, mais beneficiários do Bolsa Família do que trabalhadores formais. Outra proposta prevê reduzir em 6 mil o número de favelas, com a retirada de 8 milhões de pessoas dessas áreas.

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