Mulher mata grávida para roubar bebê mas criança não sobrevive

Mulher mata grávida para roubar bebê mas criança não sobrevive

Mulher fingiu gravidez e pagou gangue para assassinar jovem que teve o filho arrancado do útero; cinco suspeitos foram presos pelo crime em Cali

Os restos mortais de um bebê que ainda não havia nascido foram encontrados na Colômbia. A menina foi arrancada do útero de sua mãe, María Camila Potosí, de 21 anos, que estava grávida de oito meses e foi brutalmente assassinada.

Potosí desapareceu em 16 de julho após uma consulta de pré-natal em Cali. O corpo dela foi localizado quatro dias depois, às margens do Rio Meléndez, envolto em lençóis, com mãos e pés amarrados. A vítima apresentava múltiplas facadas e sinais de tortura.

A família de María, que planejava chamar a menina de Alahia, manteve a esperança de que a criança tivesse sobrevivido. No entanto, em 30 de julho, os restos do bebê foram achados  em uma área arborizada próxima de onde o corpo da mãe foi encontrado.

O plano para roubar o bebê

Cinco pessoas foram presas, incluindo Yulieth Angulo, a mulher apontada como a mentora do crime. As autoridades afirmam que ela fingiu uma gravidez  e se aproximou de Potosí meses antes por meio de um programa municipal de apoio a gestantes.

Angulo teria pago cerca de 4 milhões de pesos colombianos, o equivalente a R$ 6,5 mil, a quatro membros de uma gangue para sequestrar e assassinar a jovem.  No dia do crime, câmeras de segurança registraram Potosí na garupa da moto de Angulo.

A promotoria alega que ela levou a vítima a uma casa, onde os cúmplices a aguardavam. No local, um dos homens, identificado como Nitzon Mondragón, esfaqueou Potosí fatalmente. O grupo então retirou o bebê do útero da mãe.

Para se livrar do corpo, o suspeito Juan José Narváez o transportou por quase oito quilômetros. A família de Angulo a entregou à polícia após reconhecê-la nas imagens com a vítima. Um dos presos levou os investigadores até o local onde o corpo do bebê estava.

Os cinco suspeitos foram acusados de feminicídio qualificado,  sequestro, desaparecimento forçado e adulteração de provas. Todos se declararam inocentes. O prefeito de Cali, Alejandro Eder, lamentou o caso e pediu punição severa aos responsáveis.

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