A chamada conexão intestino-cérebro é um sistema de comunicação bidirecional e bioquímico que interliga o trato gastrointestinal ao sistema nervoso central (SNC).
Essa conexão de mão dupla é atribuída principalmente a três fatores: sinais químicos como hormônios e a serotonina (da qual cerca de 90% é produzida no intestino), metabólitos bacterianos e modulação do sistema imunológico.
Uma equipe de pesquisadores da Universidade Emory, nos EUA, demonstrou um mecanismo totalmente diferente e muito mais direto: as próprias bactérias podem fisicamente migrar do intestino para o cérebro pelo nervo vago.
O estudo descreve como os autores flagraram bactérias vivas translocando “diretamente” para o cérebro de camundongos, ou seja, sem passar pela corrente sanguínea. Como o fenômeno ocorre em pequenas quantidades, isso significa que não se trata de uma infecção declarada, como ocorreria na meningite.
A combinação desses componentes desequilibrou rapidamente a microbiota intestinal dos animais que, além de eliminar bactérias protetoras, favoreceu espécies oportunistas, identificadas no cérebro dos roedores por cultivo laboratorial e técnicas moleculares de alta sensibilidade. As informações são do Bossa News
Acre in Foco – Cobertura das Últimas Notícias do Acre Acre in Foco traz as últimas notícias do Acre, com cobertura atualizada sobre política, segurança, saúde, cultura e eventos locais. Fique por dentro de tudo
