Típico: bolsonarista que acorrentou homem negro tem dívida milionária

Típico: bolsonarista que acorrentou homem negro tem dívida milionária

O empresário bolsonarista que apareceu em imagens conduzindo um homem negro acorrentado durante um ato de apoio a Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro teve dívida exposta.

Segundo a coluna Na Mira de Carlos Carone no Metrópoles, ele é sócio de duas empresas que acumulam mais de R$ 1 milhão em dívidas tributárias e previdenciárias.

As dívidas estariam distribuídas entre: Empresa de Comércio de Granitos e Mármores, com mais de R$ 666 mil em débitos – o número da besta; e Empresa de Locação de Bens Móveis e Serviços, com mais de R$ 386 mil em débitos.

As pendências incluem obrigações ligadas à Previdência Social e ao Simples Nacional, conforme consultas a registros empresariais e ao portal Dívida Aberta.

O episódio ocorreu em uma caminhada bolsonarista na Barra da Tijuca. As imagens mostram um homem usando símbolos associados ao PT, sendo conduzido por corrente.

A cena levou à abertura de investigação pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) para apurar possível racismo.

O Ministério da Igualdade Racial solicitou providências ao Ministério da Justiça e à Procuradoria Regional Eleitoral do Rio, destacando a associação histórica da imagem de uma pessoa negra acorrentada com a escravidão.

Após a repercussão, o bolsonarista afirmou nas redes sociais que a ação era uma “sátira política”, negou intenção racista e pediu desculpas a quem se sentiu ofendido.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio informou que analisaria as imagens, e a Polícia Civil segue investigando o caso.

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