Doação do Canadá e apoio da ONU: governo do Acre lança programa de proteção de áreas ambientais

Doação do Canadá e apoio da ONU: governo do Acre lança programa de proteção de áreas ambientais

O governo do Estado do Acre lançou nesta segunda-feira, 30, em Rio Branco, o Programa de Resiliência Socioambiental nas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) do Igarapé São Francisco e do Lago do Amapá, na capital acreana.

O investimento para executar o projeto no valor de R$ 15 milhões é uma doação do governo canadense ao Fundo Brasil-ONU, que será executado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), por meio da agência implementadora da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), com apoio do Consórcio da Amazônia Legal.

A governadora em exercício do Acre, Mailza Assis, reforçou a política ambiental que o Acre já desenvolve e agradeceu a parceria e o compromisso do governo do Canadá. Iniciativa promove conservação ambiental, acesso à água potável, geração de renda, educação ambiental e fortalecimento das organizações sociais nas duas áreas. “Esta é uma iniciativa que não apenas promove justiça socioambiental, mas também mostra que parcerias internacionais sólidas e uma governança integrada podem transformar realidades locais”.

A coordenadora residente da ONU, Silvia Rucks, explicou que o Acre se destacou entre propostas de todo o país para obter o financiamento internacional. “Recebemos 14 propostas. Foram avaliadas por uma secretaria técnica. Dessas, 9 conseguiram passar. E depois de outro processo muito estrito do Comitê Técnico Independente, apenas 3. E esse projeto do governo do Acre conseguiu uma aprovação e se tornou referência”, disse.

Programa de Resiliência Socioambiental

O programa tem o objetivo de fortalecer a governança ambiental, restauração florestal, segurança hídrica e bioeconomia, é composta por quatro eixos estratégicos e será aplicada até o final de 2026.

No eixo da Bioeconomia, o programa incentiva práticas sustentáveis como o extrativismo, a agricultura orgânica familiar e o turismo de base comunitária. A proposta inclui a criação de produtos sustentáveis, manuais técnicos, ações de educação ambiental e apoio a grupos locais para acesso a mercados e geração de renda.

Já o eixo de Restauração Florestal prevê ações para aumentar a resiliência das comunidades frente aos impactos das mudanças climáticas. As atividades incluem mitigação de riscos ambientais, recuperação de áreas degradadas e envolvimento de mulheres na gestão de riscos e adaptação climática.

No campo da Segurança Hídrica, o programa promove o reflorestamento e a proteção das sub-bacias do Rio Acre. Além disso, investe em planejamento, educação, tecnologias sustentáveis e infraestrutura resiliente para fortalecer a capacidade adaptativa das comunidades locais quanto às mudanças climáticas.

Por fim, o eixo de Governança aposta na capacitação com enfoque em gênero e interseccionalidade. As ações envolvem campanhas de empoderamento feminino, programas de sensibilização para moradores e visitantes e fortalecimento das organizações comunitárias locais beneficiadas pelo projeto por meio de intercâmbios, comunicação e capacitação.

 

 

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