Grupo armado invade Terra Indígena Ashaninka e ameaça moradores

Grupo armado invade Terra Indígena Ashaninka e ameaça moradores

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp) deflagrou a Operação Ashaninka após receber uma denúncia sobre a invasão de um grupo armado à Terra Indígena Ashaninka, localizada na Aldeia Apiwtxa, às margens do Rio Amônia, no município de Marechal Thaumaturgo.

De acordo com a Sejusp, a denúncia foi apresentada pela liderança indígena Francisco Pyanko, que informou que a invasão ocorreu nos dias 5 e 6 de julho. Segundo o relato, homens armados entraram no território indígena à procura das lideranças do povo Ashaninka e fizeram ameaças aos moradores da comunidade.

Ainda conforme a denúncia, as ameaças estariam relacionadas à decisão das lideranças indígenas de impedir a passagem de pessoas não indígenas pela terra indígena, como forma de fortalecer o enfrentamento ao tráfico de drogas, ao desmatamento ilegal e às atividades de garimpo clandestino na região de fronteira entre o Brasil e o Peru.

Após tomar conhecimento dos fatos, a Secretaria de Segurança Pública iniciou a Operação Ashaninka, mobilizando equipes especializadas para reforçar a segurança na região.

Entre as medidas adotadas estão a permanência de equipes do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) em estado de prontidão em Cruzeiro do Sul, o deslocamento aéreo de policiais para a Aldeia Apiwtxa com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), a realização de patrulhamento rural no entorno da comunidade, além de patrulhamento fluvial em conjunto com indígenas da região.

A operação também contou com o envio de uma segunda equipe do Gefron à aldeia no dia 9 de julho, reuniões com lideranças e moradores da comunidade e o alinhamento institucional entre a Secretaria de Segurança Pública, órgãos federais e o Ministério Público Federal (MPF) para definição das ações de proteção ao território indígena.

Segundo a Sejusp, a Operação Ashaninka permanece em andamento desde o recebimento da denúncia, com ações voltadas ao reforço da segurança, à proteção das lideranças indígenas e ao combate às atividades criminosas na faixa de fronteira. Com informações do O Alto Acre

 

 

 

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