Artigos

De que adianta ter nascido mulher e se comportar como jagunça de macho?

De que adianta ter nascido mulher e se comportar como jagunça de macho?

Defender os direitos das mulheres não envolve só gênero, mas também ideologia: as bolsonaristas priorizam defender os direitos dos homens aos quais assumem ser submissas Está muito engraçado (se não fosse trágico) ver mulheres que nunca se importaram com os direitos das mulheres atacando a deputada Erika Hilton por “não ter nascido mulher” ou “não ter útero” e ter sido eleita presidentA da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres da Câmara. Mulheres que chamam outras mulheres de “feias”, que tentam impedir outras mulheres e meninas de fazer o aborto legal após terem sido estupradas, mulheres que pregam submissão ao homem, estão criticando uma mulher trans que sempre esteve a …

Veja a Notícia Completa

O catastrofismo, concepção de direita

O catastrofismo, concepção de direita

Governos do PT, neste século, são o que de melhor o Brasil já teve. Os pessimistas não poderiam imaginar que fosse possível. Talvez nem mesmo alguns otimistas O catastrofismo é a concepção segundo a qual tudo tende para o pior. É uma visão pessimista das coisas. O que tinha que dar errado vai dar errado. A pior das hipóteses acontece. O mundo é como é, é sua pior versão. E daqui pra frente vai sempre piorar. Bem que eu avisei! O pessimista seria então um realista. Apenas descreveria um mundo que vai para o pior dos mundos. Mas se o catastrofista tivesse razão, estaríamos lascados. Tudo de ruim que tem …

Veja a Notícia Completa

O macho jovem argentino se abriga na extrema direita para pedir socorro

O macho jovem argentino se abriga na extrema direita para pedir socorro

O jornalista Moisés Mendes compartilhou um texto do site do jornal El Destape, de Buenos Aires, sobre o fenômeno do engajamento dos jovens argentinos às ideias de Javier Milei e da extrema direita. “É uma leitura que nos interessa, porque o Brasil ainda está escapando da adesão em massa dos jovens a projetos e ações ‘disruptivas’ identificadas com o fascismo, o machismo e a violência contra as mulheres”. Abaixo, na íntegra, o texto que mostra como a crise do macho jovem argentino os encaminha, segundo o estudo, para uma “politização de direita”. Frustração, antifeminismo e redes sociais: por que os jovens votam em Milei Um estudo realizado com homens entre …

Veja a Notícia Completa

Vaza plano de usar o STF para atingir Lula

Vaza plano de usar o STF para atingir Lula

  Inflação e desemprego caindo, PIB subindo, pobres parando de pagar imposto de renda, mas o povo está distraído pelo diversionismo midiático e nada vê Em um ano eleitoral como 2026, sob ameaça de vitória daqueles que tentaram implantar uma ditadura militar no país em 2022/2023, os indicadores econômicos deveriam ser o grande trunfo do presidente Lula na busca pela reeleição. Com Inflação controlada, desemprego, pobreza, miséria e desigualdade caindo; com PIB crescendo acima da média global e salário médio do trabalhador de R$ 3.652,00 (segundo o IBGE); e com medidas como a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, a visão popular sobre o …

Veja a Notícia Completa

Laços apertados: Vorcaro patrocinou e foi maior estrela de evento da Globo em Nova York, que o lançou no mercado

Laços apertados: Vorcaro patrocinou e foi maior estrela de evento da Globo em Nova York, que o lançou no mercado

Em maio de 2024, o banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master, foi destaque no Summit Valor Econômico Brazil-USA, evento do Grupo Globo realizado no Hotel Plaza, um dos mais caros de Nova York. Ele era o principal patrocinador e orador, abrindo os trabalhos e recebendo a chancela de credibilidade do maior site de economia e negócios do país. A festa celebrava os 25 anos do Valor Econômico e reuniu os figurões do mercado financeiro do Brasil e alguns dos Estados Unidos. A partir daí, sua vida foi facilitada no mercado financeiro para cometer os crimes em série. Ele tinha a chancela do Valor e da Globo. Isso não será …

Veja a Notícia Completa

Evangélicas nas mãos de seus violadores

Evangélicas nas mãos de seus violadores

Após ser agredida pelo marido, ela pede desculpas em vídeo e expõe como fé, culpa e silêncio podem deslocar para a mulher a responsabilidade pela violência Circula nas redes sociais o vídeo de uma mulher que tenta explicar uma agressão sofrida pelo companheiro. Na gravação, ela afirma que houve “uma discussão”, que não é algo recorrente e que o episódio foi uma “fatalidade”, ocorrida porque ela teria dito algo que “ligou muito ele” e que “não deveria ter falado”. A narrativa não é isolada. Ela segue uma estrutura conhecida nos estudos sobre violência doméstica. Segundo a pesquisadora Dra. Dayana Brunetto, da Universidade Federal do Paraná, a fala reforça precisamente o …

Veja a Notícia Completa

O movimento Red Pill precisa ser criminalizado com urgência

O movimento Red Pill precisa ser criminalizado com urgência

Agressores de mulheres precisam resgatar a sua masculinidade na cadeia Andrew Tate é um empresário e ex-lutador de kickboxer que ficou conhecido na internet como o rei da masculinidade tóxica. Autodenominado misógino, ele coleciona uma série de polêmicas e crimes relacionados à violência contra a mulher, incluindo acusações de estupros e exploração sexual. Ícone da cultura Red Pill, seus “ensinamentos” defendem que a mulher pertence ao homem como uma propriedade, e sua existência deve se restringir a manutenção do lar e a satisfação pessoal e sexual do marido. Identificado com a extrema-direita, e incensado por conservadores estadunidenses como Tucker Carlson e Candace Owens, que já defenderam publicamente a sua “visão …

Veja a Notícia Completa

Caos é tática recorrente do fascismo: criar o caos para apresentar a busca da ordem

Caos é tática recorrente do fascismo: criar o caos para apresentar a busca da ordem

Cláudio Castro empurrou os jornalões para abordagens intensas e repetitivas sobre a ‘guerra’ à bandidagem organizada. E, como foi o provocador da pauta, a cada reportagem sobre traficantes e violência nas comunidades, seu nome é citado. Castro repautou os jornalões, o governo, os cientistas sociais, os comentaristas políticos e todos os que pretendem dar algum palpite sobre o combate ao crime organizado. E assim, incentivado pelas corporações de mídia, o governador habilitou-se a ser uma figura nacional, com pretensões até de se apresentar como sucessor de Bolsonaro. Castro ressuscitou a extrema direita. A chacina foi o 8 de janeiro de Castro que aparentemente deu certo. Criou confusão e morte. O …

Veja a Notícia Completa

Rio de Janeiro e a armadilha do narcoterrorismo

Rio de Janeiro e a armadilha do narcoterrorismo

Da Penha ao Caribe, a lógica do extermínio se globaliza: o narcoterrorismo como nova face do imperialismo A brutalidade como método Extrema brutalidade policial, disse a ONU sobre a operação mais letal da história do Rio de Janeiro. O escritório da ONU no Brasil afirmou que as autoridades devem garantir investigação independente, protetiva às famílias, testemunhas e defensores de direitos humanos, tendo assegurada a possibilidade de responsabilização de crimes inafiançáveis, como homicídios ilegais, execuções sumárias e tortura. As operações devem estar em conformidade com os padrões internacionais relativos ao uso da força. A ONU também destaca a necessidade de combate ao racismo sistêmico contra pessoas afrodescendentes, e diz que é …

Veja a Notícia Completa

O esforço para esconder os crimes e os podres da família Bolsonaro

O esforço para esconder os crimes e os podres da família Bolsonaro

Está decidido nos jornalões que as pautas desfavoráveis a Flávio irão desaparecer Se forem propagar de novo, como alguns vêm tentando, tudo o que se acumulou nos prontuários policial e judicial da família Bolsonaro, os adversários políticos de Flávio terão um acervo quase infinito. Sem incluir o prontuário moral, principalmente do pai. Mas isso significaria o quê? Pode significar apenas que quase todas as questões postas sobre desmandos da família, na área criminal, continuam em aberto. Mas o dano político da exposição desses podres poderia ficar próximo do zero, porque as abordagens não teriam o suporte da grande mídia. É uma constatação incômoda para as esquerdas. As grandes corporações continuam …

Veja a Notícia Completa

Quando a crise é projeto: a educação brasileira em disputa

Quando a crise é projeto: a educação brasileira em disputa

Desde cedo, a educação brasileira foi pensada para funcionar dentro de limites muito claros. Alfabetizar sem formar. Instruir sem politizar Entre o projeto denunciado por Darcy Ribeiro e a esperança radical de Paulo Freire, a educação brasileira segue como campo de disputa – não como destino selado. “A crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto.” A frase de Darcy Ribeiro atravessou décadas como advertência incômoda. À época, soava como denúncia dura, talvez excessiva. Hoje, relida à luz do presente, parece menos uma provocação e mais um diagnóstico histórico preciso. O receio que se impõe, olhando em retrospecto, é inevitável: o projeto avançou. Em muitos aspectos, …

Veja a Notícia Completa

A nova Inquisição

A nova Inquisição

Incitar discriminação religiosa é crime O estado brasileiro é laico desde o dia 7 de janeiro de 1890, quando o marechal Deodoro da Fonseca, chefe do governo provisório, assinou o Decreto 119-A. De acordo com o censo de 2022, publicado em 2025, a população brasileira é formada por 56,7% de católicos apostólicos romanos (100,2 milhões); 26,9% de evangélicos (47,4 milhões); 9,3% sem religião (16,4 milhões); 4% de outras religiões – judeus, islâmicos, budistas, etc – (7,1 milhões); 1% de espíritas (1,8 milhões) e 0,1% de tradições indígenas (200 mil). Além de garantir a liberdade de culto para todos, o estado brasileiro pune o preconceito, a discriminação, a injúria e atentados …

Veja a Notícia Completa

Até onde um psicopata pode levar o mundo

Até onde um psicopata pode levar o mundo

Jeffrey Sachs afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, age como “um psicopata” na condução da política internacional A acusação do economista Jeffrey Sachs — que classificou Donald Trump como “psicopata” — ressoa diante da devastação de Gaza, da escalada da guerra envolvendo o Irã e da pergunta lançada após Auschwitz por Primo Levi: até onde pode chegar uma civilização quando a desumanização se torna  política de poder?   O alerta que ecoa no mundo Uma declaração publicada na terça-feira, 3 de março, reacendeu o debate internacional sobre a escalada de violência no Oriente Médio e o papel dos Estados Unidos nessa engrenagem de guerra e lançou uma …

Veja a Notícia Completa

Nada mais perigoso que idiotas com poder

Nada mais perigoso que idiotas com poder

Como afirmamos, Trump cometeu um erro de cálculo monumental ao atacar o Irã, convencido que foi, por Netanyahu, de que o regime iraniano, enfraquecido política e economicamente, cairia com facilidade, após uma intervenção militar relativamente rápida. Trump foi advertido, por seus militares, de que a coisa seria muito mais difícil e complexa do que o que havia acontecido recentemente na Venezuela, praticamente um passeio. Trump, entretanto, pressionado por Netanyahu e incentivado por sua equipe de gente incompetente e ignorante, composta por indivíduos do “calibre” intelectual de Hegseth e Marco Rubio, foi em frente, de olho em uma vitória fácil e expedita, que seria aplaudida até pelos céticos do MAGA. Obviamente, …

Veja a Notícia Completa

A religião como tecnologia de guerra no século XXI

A religião como tecnologia de guerra no século XXI

Enquanto acusa adversários de teocracia, o próprio Ocidente continua mobilizando narrativas religiosas para legitimar guerras, moldar percepções públicas e mobilizar soldados. No século XXI, a fé não desapareceu do campo de batalha. Ela foi transformada em tecnologia estratégica de poder Quando Deus volta ao campo de batalha A modernidade vendeu uma promessa sedutora: a de que a religião teria sido empurrada para o espaço privado e que as guerras passariam a obedecer à gramática limpa da razão de Estado. A realidade é mais áspera. A fé não saiu do conflito. Ela apenas trocou de função. Saiu do centro institucional e reapareceu como linguagem de mobilização, como cola moral, como repertório …

Veja a Notícia Completa