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O que “Sicário” tinha a falar?

O que “Sicário” tinha a falar?

Se ele falasse, quem precisaria se explicar? A morte de um homem preso sempre levanta perguntas. Quando esse homem é conhecido no submundo como “Sicário” – e quando, segundo investigações e relatos da imprensa, ele atuaria como uma espécie de operador ou miliciano a serviço de interesses ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro – as perguntas deixam de ser apenas humanas. Tornam-se políticas, financeiras e institucionais. A suposta tentativa de suicídio dentro de uma unidade da Polícia Federal em Belo Horizonte não encerraria uma história. Pelo contrário: abriria um vazio de respostas. Afinal, o que “Sicário” sabia? E, sobretudo, quem poderia ser alvejado pelas suas palavras caso resolvesse disparar palavras? O …

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E agora, Nikolas?

E agora, Nikolas?

Indícios de voos não declarados e conexões financeiras expõem contradições no discurso antissistema e ampliam pressão por transparência As notícias veiculadas hoje pela imprensa acrescentam uma peça incômoda a um quebra-cabeça que já vinha se formando. O deputado Nikolas Ferreira teria voado, em 2022, em avião do Banco Master para cumprir agenda de campanha de Jair Bolsonaro. O ponto mais grave: o uso dessas aeronaves não teria sido declarado na prestação de contas eleitoral, o que levanta questionamentos adicionais sobre transparência e legalidade. No mesmo ambiente orbitariam lideranças da Igreja Lagoinha ligadas ao pastor Zettel, apontado como grande doador das campanhas bolsonaristas, além de conexões familiares com Daniel Vorcaro, controlador …

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Trump já promoveu 7 intervenções militares, contrariando promessa contra “guerras inúteis”

Trump já promoveu 7 intervenções militares, contrariando promessa contra “guerras inúteis”

Desde que Donald Trump retornou à presidência dos Estados Unidos em janeiro de 2025, sua administração tem realizado diversas intervenções militares no exterior, contradizendo o que vem prometendo desde a campanha de 2016 sobre evitar “guerras inúteis”. A mais recente intervenção foi um ataque conjunto com Israel ao Irã, que resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei e outros membros da cúpula do governo local. Trump justificou a ação como uma medida necessária para “defender o povo americano” e eliminar ameaças do regime iraniano, especialmente relacionadas ao programa nuclear de Teerã. O republicano também se envolveu em várias outras intervenções, como na Venezuela, onde em janeiro de 2025 os …

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Um contrato caviar: nunca vi, nunca li e só ouço falar

Um contrato caviar: nunca vi, nunca li e só ouço falar

“Numa época em que tudo é gravado, principalmente se há a participação online, vamos parar de teorias conspiratórias, não é mesmo?” Ao pedir o arquivamento das informações que recebeu da Polícia Federal sobre o então ministro relator do processo do Banco Master, o ministro Fachin foi coerente. Houve uma reunião de três horas (12/02) em que por unanimidade ministros da Suprema Corte elaboraram uma nota empenhando credibilidade ao ministro Dias Toffoli, sob ameaça de suspeição. Em não sendo enquadrado em suspeição, depreende-se que a maioria acreditou não haver motivos nas 200 páginas entregues ao presidente do STF, Edson Fachin, que fossem substanciais a ponto de afastar o ministro, que saiu …

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Trump, o anticapitalista

Trump, o anticapitalista

O protecionismo, o unilateralismo e o desprezo ao multilateralismo reposicionam os EUA em rota de colisão com a ordem global construída no pós-guerra Donald Trump é um ator político fora da curva. Empresário milionário controverso por seus métodos heterodoxos; apresentador do reality show “O aprendiz”, que o projetou como influenciador midiático; outsider político que dominou o Partido Republicano, transformando o conservadorismo clássico no atual populismo iliberal espalhafatoso; surpreendeu, nas eleições de 2016, derrotando Hilary Clinton. Após a vitória diminuiu impostos dos mais ricos; fez do muro na fronteira do México o símbolo de sua posição xenófoba contra imigrantes; alterou o papel dos EUA no xadrez internacional, apontando para o famoso …

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O grande problema de Flávio não é mais a imagem ligada a milicianos

O grande problema de Flávio não é mais a imagem ligada a milicianos

Flávio Bolsonaro pode estar perdendo tempo e foco com a decisão de ingressar com ação na Justiça do Rio contra detratores. O filho ungido exige que o X-Twitter forneça cadastros de usuários que publicaram textos associando seu nome a milícias e milicianos. É um direito de quem se sente injuriado, caluniado e difamado. Flávio quer processar os autores das acusações ou insinuações de que tem conexões com bandidos. Um levantamento completo, com a ficha de cada um dos detratores, pode resultar na identificação de milhares de pessoas. Até os robôs da Inteligência Artificial podem ser enquadrados por disseminarem esses vínculos. Perguntei hoje ao Gemini, do Google: qual é a relação …

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A guerra se amplia

A guerra se amplia

A guerra no Oriente Médio se amplia, com ataques de Israel contra o Hezbollah no Líbano, e uma ofensiva por parte do Irã em toda a região, inclusive com a derrubada de jatos dos EUA. Teerã ainda anunciou que sua operação teve como alvo o escritório de Benjamin Netanyahu, em Israel, assim como locais dos comandantes do país. Tel Aviv não prestou qualquer esclarecimento sobre esse suposto ataque. Horas depois, Netanyahu anunciou uma nova onda de disparos de mísseis contra Teerã e explicou que o “coração” da capital teria sido o alvo da operação. A intensificação do conflito ocorre depois de o governo iraniano ter desmentido a versão de Donald …

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O Neocalígula do Norte quer destruir o mundo

O Neocalígula do Norte quer destruir o mundo

Enquanto os EUA bombardeiam o Irã e a Europa se ajoelha, o Sul Global clama por justiça e a preservação da paz mundial “Saquear, degolar, roubar — a essas coisas dão o falso nome de império; e onde fazem um deserto, chamam isso de paz.” A frase é de Calgaco, chefe caledônio, antes de enfrentar as legiões romanas na Bretanha. Tácito a registrou no Agrícola, há quase dois mil anos. Das legiões de Roma às bombas de Washington, a gramática imperial não mudou uma vírgula. Os Estados Unidos iniciaram uma ofensiva contra o Irã que pode se tornar uma das guerras mais sangrentas e devastadoras da história moderna. O ataque, …

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Choro pelo Irã, choro pela humanidade: a crapulagem dos que normalizam a barbárie

Choro pelo Irã, choro pela humanidade: a crapulagem dos que normalizam a barbárie

Li hoje uma manchete que me gelou a alma. Não pela novidade, mas pela confirmação de que o jornalismo brasileiro atingiu um novo patamar de miséria moral. “Ninguém vai chorar pelo Irã”, estampou o Estadão, como quem sentencia quem merece ou não ser pranteado neste mundo. Como quem define, de cima de um púlpito podre, quais vidas importam e quais podem ser reduzidas a escombros sem que uma lágrima seja derramada. Trata-se, leitoras e leitores, de uma declaração de psicopatia travestida de análise geopolítica. Porque só um psicopata, desses que habitam os manuais de psiquiatria, é incapaz de sentir compaixão diante da dor alheia e ainda a transforma em manchete …

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Ataque ao Irã visa a hegemonia de Israel no Oriente Médio, não o controle de armas nucleares

Ataque ao Irã visa a hegemonia de Israel no Oriente Médio, não o controle de armas nucleares

No início da manhã de sábado (28), Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã, com explosões registradas em Teerã e em outras quatro cidades iranianas. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio. O governo israelense afirmou que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o presidente Masoud Pezeshkian foram alvos do ataque, mas ele está em lugar seguro, de acordo a Reuters. Essa ação faz parte de uma política prolongada que nunca se tratou de impedir que o Irã obtivesse armas nucleares, como se alega oficialmente. A questão é a hegemonia regional de Israel no Oriente Médio. …

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A Terceira Guerra Mundial vai começar

A Terceira Guerra Mundial vai começar

O alerta é do sociólogo português  Boaventura de Sousa Santos: Pouco antes da Primeira Guerra Mundial, quando o cheiro da guerra estava no ar, um dos mais prolixos defensores da paz, o escritor Romain Rolland, Prémio Nobel da Literatura de 1915, escrevia que a urgência do momento já não permitia a circunspecção analítica da complexidade dos fatores que impulsionavam a guerra. A guerra podia começar a qualquer momento, antes mesmo de terminarmos as nossas reflexões. Posso estar redondamente enganado, mas sinto-me hoje a viver a mesma perplexidade que assombrou Rolland nos meses que antecederam o início da Primeira Guerra Mundial. Por isso, este texto desagradará aos meus leitores habituais. E, …

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Lulinha diz receber com “tranquilidade” quebra de sigilos: “Não é a 1ª vez que me usam contra meu pai”

Lulinha diz receber com “tranquilidade” quebra de sigilos: “Não é a 1ª vez que me usam contra meu pai”

O DCM apurou com amigos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que ele recebeu “com tranquilidade” a notícia da quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telemático (mensagens e e-mails), aprovada na CPMI do INSS. Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, diz que Fábio já havia se colocado à disposição do STF através do advogado que constituiu, que é Guilherme Suguimori, para prestar esclarecimentos à Justiça. “Não é a primeira vez que envolvem o meu nome com o objetivo de desgastar o meu pai, o governo dele, o PT, a mim mesmo, então isso não é novidade. O que eu quero saber é: cadê a chave da minha …

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Relativizar a infância é autorizar a violência

Relativizar a infância é autorizar a violência

Quando se invoca o “costume”, desloca-se o foco do agressor para o ambiente. E esse deslocamento é perigoso. Porque transforma crime em hábito. E hábito, quando repetido, vira tolerância Há decisões que não apenas interpretam a lei — elas reinterpretam o país. Quando um desembargador absolve um homem de 35 anos que se relaciona com uma menina de 12, sob o argumento, entre outros, de que se tratava de “costume mantido na cidade”, o que se julga não é apenas um processo. Julga-se a própria ideia de infância. E a infância não é costume. É direito. O Estatuto da Criança e do Adolescente não foi escrito para ser poético. Foi escrito para …

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Caso Master, a reescrita em movimento pelas mãos de Mendonça

Caso Master, a reescrita em movimento pelas mãos de Mendonça

Acabo de ler que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, derrubou restrições anteriormente impostas no caso envolvendo o Banco Master, medida que limita o acesso da equipe de Andrei Rodrigues, diretor da Polícia Federal, às informações da investigação. A notícia, que mais parece ressaca de Carnaval, não chega a surpreender. Funcionário de carreira que ascendeu ao Supremo sob a marca de uma lealdade canina ao bolsonarismo e à vertente mais militante do pentecostalismo político, Mendonça raramente se afasta da linha que o conduziu à cadeira que ocupa. Sua previsibilidade não é falha circunstancial, mas coerência com a própria trajetória. Agora em suas mãos, o caso Master tornou-se terreno …

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Folha assumiu direção da reação patronal-escravocrata contra o fim da jornada 6×1

Folha assumiu direção da reação patronal-escravocrata contra o fim da jornada 6×1

Na vanguarda do atraso, a Folha de São Paulo assumiu a direção da campanha patronal-escravocrata contra o fim da jornada 6×1. Nas edições online de 21/2 e impressa de 22/2, o jornal divulgou reportagem sobre estudo do economista-pesquisador da FGV Ibre Daniel Duque com um título que soa como uma imputação de vadiagem ao povo trabalhador do Brasil: “Brasileiro trabalha menos que a média mundial”. E já no primeiro parágrafo da matéria faz uma ofensa nos moldes do general Mourão: “Em comparação com o resto do mundo, o brasileiro não trabalha muito. Nem pode ser considerado particularmente esforçado”! Fica evidente o objetivo da matéria –recheada de preconceitos e argumentos falsos– de …

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