Situação absolutamente inédita, pelo menos nessa dimensão, não é protegida pelo princípio constitucional que garante o sigilo da fonte e a imunidade ao repórter A democracia brasileira assiste, nos últimos dias, a um dos ataques mais insidiosos contra a cúpula do poder Judiciário. Uma operação da Polícia Federal, deflagrada nesta semana contra quatro servidores federais suspeitos de quebrar o sigilo de familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu uma “caixa de Pandora” que pode levar setores da imprensa corporativa para o banco dos réus. Diferente de vazamentos passivos, nos quais o jornalista apenas recebe a informação, o que emerge agora é uma suspeita perturbadora: a de que profissionais de …
Veja a Notícia CompletaArtigos
O carnaval foi, é e sempre será pura política
Nada se acaba na quarta-feira Esta coluna é publicada toda quinta-feira e ontem foi o fim oficial do carnaval. Há mais de dois anos, neste tempo inserido dentro de outro em que — dizem —, a sociedade brasileira está polarizada, temas diversos do cotidiano que invadem o noticiário foram tratados aqui. Hoje precisamos falar da máscara tirada durante a folia de 2026. Uma falsa ideia permeia o senso comum de que política não deve se inserir no entretenimento. Aí vem os Jogos Olímpicos de Inverno e um atleta é desligado da competição por querer protestar contra a guerra, depois vem o carnaval e bota uma homenagem ao presidente Lula na …
Veja a Notícia CompletaAssessor de Toffoli é colunista de site que publicou diálogos de ministros do STF sobre o Master
Na coluna de Mario Sabino no Metrópoles, uma pista quente de quem vazou os diálogos de ministros do STF para o site Poder360 na reunião que definiu a destituição de Dias Toffoli como relator do caso Master. Diz Sabino: Como há uma avalanche de notícias que o colocam em posição cada vez mais difícil, o ministro agora tem um assessor para tentar conter jornalistas. É o consultor Márcio Aith, secretário de Comunicação do STF quando Toffoli era presidente da corte. Ex-jornalista de redação (foi meu colega de revista Veja), é atual colunista do site Poder360, que publicou as falas de integrantes do STF na reunião para discutir a permanência de Toffoli à frente …
Veja a Notícia CompletaCaso Master mostra que a promiscuidade política virou só mais um ‘job’
No Brasil, há tipos de networking. Um acontece em seminários, cafés institucionais, reuniões formais com ata, pauta e transparência pública. O segundo acontece longe das câmeras, ou pelo menos longe das câmeras oficiais. Taças de Petrus, copos de Macallan, caviar servido como se fosse amendoim de boteco e celulares proibidos na porta. O resto é silêncio e memória seletiva. Reportagem de Alexa Salomão e Joana Cunha, na Folha de S.Paulo, mostra que o Ministério Público junto ao TCU pediu investigação sobre a presença de autoridades em festas promovidas por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em Trancoso (BA). “Esses eventos, denominados Cine Trancoso, teriam contado com a presença de …
Veja a Notícia CompletaGlobo censurou homenagem a Lula na Sapucaí, mas glorificou desfile pago por ditador africano
A abertura dos desfiles do Grupo Especial do Rio, no domingo (15), escancarou uma escolha canalha da TV Globo. A Acadêmicos de Niterói levou para a Marquês de Sapucaí um enredo em homenagem a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), liberado pelo Tribunal Superior Eleitoral e sem qualquer impedimento jurídico. Ainda assim, a emissora, que detém os direitos de transmissão do Carnaval do Rio e de São Paulo, esvaziou a cobertura. Cortou o esquenta, evitou comentários técnicos sobre o conteúdo político e entregou ao público uma narrativa fragmentada. Repórteres não contextualizaram as referências históricas e políticas do desfile. O intérprete Emerson Dias, fantasiado de Lula, praticamente não apareceu. Em determinado …
Veja a Notícia CompletaTudo o que vai, volta: Toffoli, o Master e como a omissão do STF favoreceu a criação da nova Lava Jato
O Supremo Tribunal Federal (STF) não apenas permitiu a existência da Operação Lava Jato, como foi o seu principal catalisador. A conivência de ministros — e aqueles que, mesmo discordando, se alinharam ao status quo — criou as condições ideais para que uma estrutura de perseguição política se consolidasse. Hoje, essa omissão começa a cobrar seu preço, e o ministro Dias Toffoli, no interior da própria Corte, é a primeira vítima do novo lavajatismo. Em 2020, quando presidente do Supremo, Toffoli declarou que a Lava Jato não teria ocorrido sem o apoio do STF. “Não existiria Lava Jato, não existiria nenhum desses combates essenciais à corrupção, se não fossem essas …
Veja a Notícia CompletaMarco Feliciano, as bruxas, o carnaval e o racismo religioso evangélico
Querem instituir um bacanal gospel na sociedade, regado a dominação cultural, social e econômica Sobre a definição original do termo bacanal, é importante que se diga que ele se origina do latim bacchanalia, e se refere às festas realizadas em homenagem a Bacchus, ou Baco, o deus romano do vinho, dos prazeres e da embriaguez. Originalmente, eram rituais inicialmente femininos, focados em música, dança e vinho, tendo o seu sentido desvirtuado de acordo com conveniências humanas para satisfação de outros prazeres ou vontades. Por isso, quando nos referimos a bacanal nos dias de hoje, o termo nos remete, sobretudo, à satisfação do prazer carnal. Algo que acabou sendo inserido na festividade de Baco, …
Veja a Notícia CompletaO Carnaval é político
Na abertura do Grupo Especial, a Sapucaí reafirmou o Carnaval como espaço de disputa simbólica, memória e posicionamento político O primeiro dia de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro deixou uma mensagem cristalina na Avenida: o Carnaval é, sim, um território político. Não político-partidário no sentido estreito que os legalistas moralistas de ocasião tentam reduzir, mas político na sua essência mais profunda – a disputa por memória, narrativa e futuro. Houve quem fingisse surpresa. Como se o samba-enredo tivesse nascido neutro. Como se a Marquês de Sapucaí fosse apenas um palco de plumas e paetês. Mas o que se viu foi o óbvio ululante: cultura popular é linguagem …
Veja a Notícia CompletaO desfile e as motociatas
Logo mais à noite, com início previsto para 21h45, a Acadêmicos de Niterói estará abrindo oficialmente o Carnaval do Rio de Janeiro, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Campeã da Série Ouro – a “segunda divisão” dos desfiles cariocas – em 2025, tem a primazia de estar na abertura do Grupo Especial, em 2026. E faz essa estreia com um enredo que tem tudo para se tornar o mais polêmico deste ano: “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula o operário do Brasil”. Isso porque homenageia o atual presidente do Brasil, gerando previamente discussões de ordem política e legal. Tão logo souberam da iniciativa, partidos de oposição, como …
Veja a Notícia CompletaÉ a lavagem de dinheiro, coleguinha
Lula alertou há quase duas semanas: sigam a trilha da lavagem de dinheiro do Banco Master. A grande imprensa despistou, pautou os jornais e sites de esquerda e todos saíram atrás de Dias Toffoli. Há um grande baile da cueca, com empresários e velhinhos do centrão, e os jornalões e os sites progressistas ou de esquerda ou independentes correndo atrás das relações de Daniel Vorcaro com Toffoli. É importante? Claro que é. Toffoli deve ser investigado como possível envolvido nos negócios do Master e, ao mesmo tempo, relator do caso no STF. Ninguém questiona. Mas os jornalistas transformados em dezenas de Malus Gaspares deixaram de lado a pauta principal, que …
Veja a Notícia CompletaComo fica o caso Master na mão do terrivelmente evangélico Mendonça? Só o diabo sabe
A redistribuição do caso Master ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem gerado incertezas sobre o futuro da investigação. Até quinta-feira (12), o caso estava sob a responsabilidade de Dias Toffoli, mas, após um conciliábulo entre os ministros, a relatoria foi sorteada para Mendonça. Essa mudança é especialmente significativa devido à relação de Mendonça com pastores e à sua postura declarada como “terrivelmente evangélico”, conforme afirmou o ex-presidente Jair Bolsonaro ao indicá-lo à Corte. O caso envolve um esquema de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master, que já atingiu figuras de destaque dentro do segmento em que Mendonça atua. O pastor André Valadão, da Igreja Batista da …
Veja a Notícia CompletaPai que matou filho em Itumbiara puxou o gatilho — mas quem está sendo apedrejada é a mãe
Cada dia que passo vivendo como uma mulher me traz mais certeza: nenhuma de nós é tão julgada quanto uma mãe. Imagine: um pai mata o filho a tiros, deixa o caçula em estado gravíssimo, mas a mãe tem que sair do velório às pressas sob ameaças e insultos. Não é preciso imaginar. Aconteceu em Itumbiara (GO). O secretário de governo da prefeitura do município, Thales Naves Alves Machado, atirou para matar os dois filhos antes de tirar a própria vida. Um morreu e o outro segue em estado gravíssimo. É fácil ler como tragédia, e é uma tragédia, mas ninguém percebe o peso da cruz sobre os ombros dessa …
Veja a Notícia CompletaEscândalo Jeffrey Epstein chega à Faria Lima
Bilionário que comandou rede de prostituição e pedofilia tem CPF ativo no Brasil, associado ao telefone de um dos mais famosos escritórios de advocacia O escândalo Jeffrey Epstein, que abala o mundo político e também o de celebridades, chegou à Faria Lima. Um dos escritórios mais requisitados por bancos e outras instituições financeiras é citado várias vezes nos arquivos daquele que comandou uma das maiores redes de prostituição e pedofilia do mundo. Trata-se da banca Machado Meyer Sendacz e Opice Advogados, que tem escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Nova Iorque. Nos arquivos de Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, o escritório aparece …
Veja a Notícia CompletaTijolo por tijolo: conheça as técnicas de como emparedar um tribunal
Poder tem preço. Os superpoderes dados aos ministros do Supremo Tribunal Federal, pela Carta de 1988, custam o que lhes está sendo cobrado agora. Para entender a severa campanha movida pelos meios de comunicação, é preciso examinar o contexto e identificar os calos em que o tribunal andou pisando. Na linha de frente estão os que emprestam rosto ao pelotão de fuzilamento — como bolsonaristas e outros ressentidos, como lavajatistas, militares, parlamentares, governantes e outros que perderam protagonismo com o redimensionamento do STF. Mas quem manipula os fantoches e marionetes são forças não muito ocultas. Oligarcas que se prepararam nos últimos anos comprando as dívidas das maiores empresas de …
Veja a Notícia CompletaBolsonaro e o uso do nome de Deus como arma política
Não se trata de fé. Trata-se de estratégia. Jair Bolsonaro e seu entorno transformaram a religião em instrumento político permanente O Brasil assiste, mais uma vez, a um espetáculo conhecido e perigoso: quando a Justiça avança e a realidade cobra responsabilidades, o bolsonarismo responde com versículos bíblicos, orações encenadas e discursos sobre “perseguição espiritual”. O nome de Deus é convocado não para promover justiça, mas para tentar deslegitimar o Estado de Direito. Não se trata de fé. Trata-se de estratégia. Jair Bolsonaro e seu entorno transformaram a religião em instrumento político permanente. Sempre que surgem investigações, denúncias ou decisões judiciais desfavoráveis, a reação é a mesma: jejuns convocados nas redes, …
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