A operação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira (10), que tem entre os alvos o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e Karina Gama, dona da produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF. Há dois inquéritos sobre o filme de Jair Bolsonaro no Supremo: um sob relatoria de Dino, que analisa suspeitas de uso irregular de emendas parlamentares enviado a entidades e produtoras envolvidas no filme; e outro sob guarda do ministro André Mendonça, que trata dos repasses de Daniel Vorcaro, do Banco Master, ao longa-metragem, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência. Apenas um deles anda. Ao todo, são cumpridos 49 …
Veja a Notícia CompletaArtigos
Brasil, o laboratório da guerra híbrida do século XXI
Durante duas décadas, crises reais do Brasil foram atravessadas por novas tecnologias de poder, interesses internos e forças transnacionais que aprenderam a explorar vulnerabilidades, reorganizar comportamentos e interferir na correlação de forças do Estado. Às vésperas da eleição de 2026, compreender essa trajetória deixou de ser exercício histórico: tornou-se uma questão de soberania democrática. Uma reflexão diante do nosso tempo Este artigo nasce de uma inquietação que me acompanha há muitos anos e que parece crescer à medida que tento compreender melhor aquilo que aconteceu e continua acontecendo no Brasil. Tenho dedicado parte importante da minha trajetória ao estudo da guerra híbrida, das operações psicológicas, da comunicação e das novas …
Veja a Notícia CompletaXadrez do Brasil sob Flávio: como terminaria a democracia
Quem vencer em 2026 indicará três novos ministros ao STF. Se Flávio for eleito, a sequência é óbvia, seguindo o modelo de Orbán na Hungria Peça 1 — A hipótese: um Brasil governado por Flávio Bolsonaro Imagine o Brasil a partir de 2027, sob um governo Flávio Bolsonaro, apoiado por maioria no Congresso e por uma nova composição no Supremo Tribunal Federal. E sob o controle da mesma família que assegurou que, para parar o Supremo, bastaria um cabo e um soldado. (1) O mercado e o crime organizado A flexibilização regulatória iniciada por Roberto Campos Neto (2019-2024) não será revertida — mas aprofundada. As fintechs que a Operação Carbono …
Veja a Notícia CompletaAndrei voltou
O ministro Flávio Dino acaba de reintegrar Andrei Rodrigues na chefia da Polícia Federal. Foi rápido no gatilho. Não pediu prazo de 72 horas para resolver, que é o estilo Fachin. Andrei alegou a Flávio Dino que sua ausência acarretaria prejuízo às investigações das emendas parlamentares, de cujo inquérito o ministro é relator. Mendonça ficou mais uma vez com a broxa na mão. Mais uma vez o feitiço virou contra o feiticeiro. Mais uma vez, quem com ferro fere, com ferro foi ferido. Mendonça é um calouro em meio a veteranos. Dino não nasceu ontem. Sabe cortar o mal pela raíz. E colocar golpistas no seu devido lugar. Na lata …
Veja a Notícia CompletaO messianismo jurídico de André Mendonça e o Supremo Tribunal Evangélico
O eminente ministro age como um apóstolo do clã político da família Bolsonaro O projeto de poder neopentecostal acaba de fazer mais um movimento importante rumo à sua consolidação dentro das instituições brasileiras. O afastamento de Andrei Rodrigues, diretor da Polícia Federal, por decisão de André Mendonça, o ministro “terrivelmente evangélico” indicado por Jair Bolsonaro para o STF, confirma o que eu já venho dizendo há tempos — e escrevi no meu livro “Domínio Teocrático: O Brasil sob o fascismo evangélico” —: que a próxima tentativa de golpe não seria militar. Seria evangélica. O que Mendonça acaba de fazer é provocar uma crise institucional sem precedentes jurídicos no país, cujas …
Veja a Notícia CompletaO operador interno do golpe: Mendonça produz a crise que Washington precisava
André Mendonça transforma a crise do STF em matéria-prima para um novo enquadramento de Washington: de Moraes como “censor” à suspeita de um Estado de vigilância André Mendonça atravessou uma fronteira que muda a natureza da crise no Supremo. Ao acusar a inteligência da Polícia Federal de monitorá-lo sistematicamente, falar em “arapongagem institucional”, associar Alexandre de Moraes ao conhecimento dessas informações e recorrer à imagem totalitária de 1984, o ministro deixou de disputar apenas a condução de uma investigação. Produziu uma representação muito mais corrosiva do Estado brasileiro: a de um aparelho público que teria passado a vigiar clandestinamente autoridades do próprio país. Ao afastar a direção da Polícia Federal, …
Veja a Notícia CompletaAndré Mendonça é peça-chave da extrema-direita no tabuleiro eleitoral
Ministro não agiu como um camicase, mas como integrante de uma articulação política mais abrangente, de caráter internacional, com participação dos EUA e apoio interno O ministro do STF André Mendonça se jogou de cabeça na eleição. Ele é peça-chave da extrema-direita no tabuleiro eleitoral – tanto para a Presidência como para o Senado. Mendonça deslocou a disputa sobre propostas de governo, defesa da soberania e democracia, e comparação do passado e presente dos candidatos para o debate sobre corrupção. Ele colocou o STF no centro do escrutínio e arrastou o governo para um ringue árido. Os movimentos audazes contra o ministro Alexandre de Moraes [1º/9] e o Diretor-Geral da PF …
Veja a Notícia CompletaO risco de dar poder a extremistas
Se Mendonça quis ajudar Flávio, o tiro saiu pela culatra Pode até parecer que com sua atitude intempestiva, inconstitucional e autoritária de destituir o chefe da Polícia Federal, Mendonça ficou mais forte. Na verdade, ficou mais fraco. Pode até parecer que ele ajudou Flávio Bolsonaro. Na verdade, prejudicou. Os eleitores de direita, Flávio já tem. Como Lula tem os de esquerda. Tanto um quanto o outro precisam de votos dos moderados, dos de centro e dos indecisos. E esses têm horror de atitudes extremistas como essa. E vão perceber o risco de dar poder a extremistas. E vão desistir de Flávio no segundo turno. Pois o primeiro já está decidido. …
Veja a Notícia CompletaAndré Mendonça tenta jogar o país no caos. Mas irá perder e será desmoralizado. Por Miguel do Rosário
“Eu creio que foi uma decisão sem sentido material e jurídico. O delegado Andrei foi citado em conversas de Vorcaro com seu advogado e coisas do gênero, mas em nenhum momento participou desses diálogos nem manifestou o cometimento de qualquer ilícito, pois tratam-se apenas de conversas de terceiros. O ministro Mendonça também foi citado em conversas de terceiros, assim como o ministro Alexandre e o próprio PGR. Então vão afastar todos? Se houvesse um tratamento isonômico, qualquer autoridade citada por terceiros deveria ser afastada de seu cargo, o que obviamente não faz sentido ocorrer com o Andrei. Trata-se, infelizmente, de uma interferência indevida do Judiciário no Executivo, e a impressão …
Veja a Notícia CompletaNão escondam as motivações desta guerra no Supremo
“Os especialistas convocados pelos jornalões e os operadores do Direito tentam nos hipnotizar com a conversa de que o novo embate é sobre imbróglios jurídicos” Não é apenas inútil, é enganoso querer saber quem está certo ou errado a partir do que os juristas chamam de tecnicidades nos casos de André Mendonça e Alexandre de Moraes. É diversionista o debate hermenêutico sobre os desvios jurídicos por eles cometidos. É quase uma aula de imitadores de Rolandos Leros o confronto de juristas em guerra para tentar convencer que essa é uma batalha do mundo do Direito. Não é. O Direito ofereceu as armas e a arena para o enfrentamento. A essência …
Veja a Notícia CompletaWashington arma a tempestade perfeita contra o Brasil: como o choque será executado
Sanções, mercado, algoritmos, vazamentos, lawfare e guerra informacional podem convergir numa ofensiva desenhada para comprimir o tempo, paralisar a reação e contaminar a eleição brasileira A tempestade não virá de uma única frente. Ela poderá combinar crises reais, vazamentos, pressão econômica, operações psicológicas e instrumentos de poder acionados em sequência ou ao mesmo tempo. O objetivo é saturar o Brasil às vésperas da urna, reduzir sua capacidade de resposta e transformar instabilidade em dúvida sobre a legitimidade da eleição. Este artigo mapeia a arquitetura do choque, seus vetores e os pontos em que o país precisa estar preparado antes que o tempo político desapareça. A tempestade já foi armada antes …
Veja a Notícia CompletaA farsa da moralidade seletiva da extrema direita
Não se combate corrupção fazendo uso político dela. Combate, de fato, se faz com instituições fortes, investigação, provas e processo legal O debate necessário sobre o Judiciário brasileiro está sendo sequestrado pelo oportunismo da extrema direita. O bolsonarismo usa fatos episódicos envolvendo ministros do STF para inflamar sua base e pedir impeachments. Mas não faz isso por zelo republicano. Faz por vingança contra uma Corte que resistiu às investidas golpistas e fez cumprir a Constituição. Vários fatos estão aí a justificar investigações. Se há suspeitas em relação à conduta do ministro Alexandre de Moraes, também há em relação ao comportamento do ministro André Mendonça. Que se investigue tudo! Sem blindagem …
Veja a Notícia CompletaMendonça passa por cima de Fachin e tenta tornar-se juiz da própria causa
Ao afastar a cúpula da Polícia Federal, o ministro não apenas interferiu na apuração conduzida pelo presidente do STF: antecipou seu resultado A crise aberta no Supremo Tribunal Federal pela disputa entre Alexandre de Moraes e André Mendonça acaba de atravessar uma fronteira ainda mais perigosa. Ao determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, Mendonça não se limitou a exercer os poderes ordinários de relator. Ele passou por cima da condução institucional assumida pelo presidente do STF, Edson Fachin, antecipou conclusões sobre fatos ainda submetidos ao contraditório e tomou para si o controle da apuração em que figura, simultaneamente, …
Veja a Notícia CompletaAo afastar o diretor da PF, Mendonça atropela ministro da Justiça e escancara operação para eleger Flávio Bolsonaro
Empunhando a espada evangélica que esgrima para eleger Flávio Bolsonaro, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, declara guerra aberta não só ao Governo Federal, mas a todos que prezam pela apuração desenviesada do caso Master. Ao atender à provocação do Novo e determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ao mesmo tempo que senta em cima das denúncias que envolvem Flávio, Mendonça deixa claro: há uma operação judicial em andamento para colocar o primogênito de Jair no Palácio do Planalto, soltar o ex-presidente condenado e preso, ajoelhar-se diante de Donald Trump e lançar o Brasil em uma nova quadra de obscuridade. “A princípio, André Mendonça …
Veja a Notícia CompletaO último Dia da Independência?
Projetos de vassalagem colocam em risco autonomia e destino do país Independência ou morte. A mitologia sobre a formação do Brasil nos diz que essa foi a declaração que marcou nosso nascimento como um país soberano. Sabemos que não foi bem assim. Tratou-se de um arranjo de elites, uma cena que nossa história teima em repetir com uma frequência insuportável. Hoje, porém, me pergunto se estamos diante do último dia da independência de nossa geração. Em poucas semanas, o país vai às urnas escolher seu destino e um dos campos simplesmente propõe um projeto de submissão, de entrega de autonomia e de perpetuação de um modelo colonial no qual oferecemos …
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