O veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao projeto de lei que tornaria obrigatória a cobertura, pelos planos privados de saúde, de tratamentos domiciliares com medicamentos de uso oral contra o câncer já mobiliza o Congresso.
O projeto foi aprovado pelo Senado por unanimidade em 2020 e, na Câmara, passou com 398 votos a favor e apenas 10 contrários em 1º de julho.
O líder do PT na Casa, Paulo Rocha (PA), acredita no sucesso da articulação pela derrubada do veto. “Como o tratamento de câncer é um tema premente, muito vinculado aos interesses da sociedade, a gente não vai abaixar a cabeça”, declarou.
O líder da Oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), afirmou que há chances de a Câmara também derrubar o veto. “Acredito que teremos votos para isso“, disse. O vice-presidente da Casa, Marcelo Ramos (PL-AM), também disse que votará neste sentido.
O autor do projeto, senador Reguffe (Podemos-DF), acredita que o lobby das operadoras de saúde possa ter interferido na decisão do presidente.
Foto- HSVP
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