A privatização da Dataprev pode resultar em preços mais salgados para os usuários dos planos de saúde.
A Dataprev armazena os dados de auxílio doença, auxílio acidente, aposentadoria por invalidez e salário-maternidade dos beneficiários do INSS, além dos benefícios a deficientes e dos próprios resultados das perícias feitas pelos médicos do governo.
De posse desses dados, uma operadora de plano de saúde pode simplesmente negar a uma pessoa o direito de contratar um plano de saúde caso considere que essa pessoa trará custos muito grandes para a operadora. Por exemplo, por ter um histórico de doenças de tratamento muito custoso registrado junto ao INSS.
As operadoras de plano de saúde possuem um forte lobby junto ao Congresso Nacional. Assim como em legislaturas anteriores, no dia 6 de julho deste ano, uma Comissão Especial foi criada na Câmara dos Deputados para realizar mudanças na área. A tirar por base comissões anteriores, as propostas podem vir a diminuir coberturas e retirar direitos dos clientes.
Ainda que a lei impeça a não contratação de planos de saúde por causa de situações pré-existentes, pode haver uma sobretaxa que será proibitiva para boa parte dos brasileiros.
Além disso o uso indevido de dados pode aprofundar a discriminação. Isso pode ocorrer com relação a doenças, mas também com situações naturais, como a gestação de uma mulher. Algoritmos podem prever, com base em dados e inteligência artificial, quando as mulheres tendem a engravidar e elevar os custos dos planos para todas as clientes nessa faixa etária.
Segundo o IBGE, 28,5% da população brasileira paga algum plano de saúde.
Foto CNN
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