Cilada: Gladson extingue Igesac para que Sesacre absorva os funcionários e os demita

Cilada: Gladson extingue Igesac para que Sesacre absorva os funcionários e os demita

Má notícia para os quase mil funcionários do Igesac

O projeto que chegou à Assembleia Legislativa não deixa margem para dúvidas. Ele extingue o Igesac, Instituto de Saúde do Acre e cria o quadro de pessoal em extinção no âmbito da Secretaria de Saúde. O governador justifica a medida sob alegação do cenário de comprometimento orçamentário e colapso sanitário e alega que medida semelhante foi adotada na Cila, Cageacre, Codisacre e Banacre. Não informa entretanto que Cageacre e Codisacre servem há anos para acomodação de cargos políticos com altos salários.
Veja o projeto do governo assinado pelo governador Gladson Cameli (PP):
projeto
Reação

O deputado Jenilson Leite (PSB) que desde o anúncio de uma possível solução para o Igesac, anunciada antes do recesso, alertou que as medidas do governo teriam que ser exaustivamente debatidas, viu seu temor se realizar. O parlamentar buscou embasamento junto aos sindicatos e já tem três emendas prontas para tentar garantir a segurança dos servidores: a principal, estabelece que os empregados  não poderã ser dispensados sem justa causa, sendo obrigatória a submissão ao devido processo administrativo disciplinar para a aplicação de qualquer medida disciplinar;  outra emenda estabelece que os créditos trabalhistas oriundos de títulos judiciais decorrentes da relação de emprego destes empregados com o Igesac deverão ser custeados pelo estado do Acre através do Igesac, e a terceira estabelece que fica discricionado à Sesacre a implementação de medidas relativas a definição de jornada e salário dos respectivos trabalhadores.

Jenilson também solicitou a realização de uma Audiência Pública para debater o problema e alertou os funcionários do Igesac sobre a necessidade de se mobilizarem porque o Projeto do Executivo já está na Assembleia. A ampla maioria de Gladson no Legislativo garante a aprovação dos projetos, a menos que a proximidade com a eleição de 2022 e a sombra do desemprego de quase mil servidores pese tanto quanto pesou para a base de sustentação do presidente Jair Bolsonaro, o voto impresso. Na Câmara dos Deputados, a base se rebelou e derrotou a PEC do voto impresso. A base de Gladson entretanto, é mais submissa, portanto o resultado é imprevisível.

Foto- Notícias da Fronteira
Em sua página no Facebook, Jenilson Leite postou um vídeo explicando a questão ao funcionários do Igesac

 

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