Ele voltou: Rocha diz que PF identificou superfaturamento de 100% em anticoagulante que fez falta aos pacientes de covid no Acre
Do hospital em São Paulo, onde está internado desde o dia 28 de dezembro de 2021, o vice-governador Major Rocha (PSL), postou em sua página no Facebook, suas impressões sobre a Operação Ptolomeu desencadeada pela Polícia Federal sob determinação do STJ.
No primeiro post após sair da UTI, depois de uma segunda cirurgia reparadora, o vice-governador analisa que se forem comprovados os levantamentos da Polícia Federal, na Operação Ptolomeu, o desvio de quase R$ 1 milhão, só teria sido possível com a conivência ou omissão de quem deveria fiscalizar. Ou seja, divide a responsabilidade os órgãos de controle.
Ele destaca que os mais de R$ 800 milhões sob investigação de desvio equivalem a um saque direto de quase mil reais da carteira de cada acreano, inclusive dos que sobrevivem de CadÚnico e Auxílio Emergencial e que representam 70% da população do Acre.
Rocha destaca que a Polícia Federal identificou um superfaturamento de mais de 100% do medicamento Cloxane (Enoxaparina Sódica), do Laboratório Sanofi, que deveria, segundo a tabela da CEMED, custar no preço máximo R$ 24,24 (vinte e quatro reais e vinte quatro centavos, foi adquirido por R$ 46,00 (quarenta e seis reais). “”Só para lembrar, Cloxane é um anticoagulante que fez muita falta aos pacientes em tratamento de COVID-19”. Ele alerta ainda que “esse caso, investigado pela “Ptolomeu”, é só um entre os muitos outros casos que estão sendo e que ainda serão apurados”.
O vice-governador conclui: “Triste Acre, um povo usurpado e carente que vive de dancinhas e marmotas, sem saúde, sem educação, sem infraestrutura e sem perspectiva, mas sustentando os ricaços do Amazonas”.
Foto- Folha do Acre
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