Autoridades russas e ucranianas fazem nesta segunda-feira (14) uma nova rodada de negociações, desta vez por videoconferência.
O governo da Ucrânia afirmou que houve bombardeios nesta madrugada contra a fábrica de aviões Antonov.
Além de Kiev, sirenes de alertas de ataque aéreo soaram antes do amanhecer em diferentes regiões da Ucrânia, como Lviv, Odessa, Ivano-Frankivsk e Tcherkássi.
Separatistas pró-Rússia de Donetsk, no leste da Ucrânia, afirmaram nesta segunda-feira que um ataque ucraniano deixou 16 mortos e 23 feridos no centro da cidade. No Telegram, forças de defesa de Donetsk publicaram fotos que mostram corpos ensanguentados entre escombros.
A mensagem afirma que a defesa aérea da região interceptou um míssil ucraniano e que estilhaços atingiram a população.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, insistiu no domingo que a Otan deve impor uma zona de exclusão aérea após o ataque à cidade de Lviv, a 25 quilômetros da fronteira com a Polônia, deixando 35 mortos, na contagem ucraniana -os russos falam em 180 mercenários estrangeiros mortos.
Até aqui, os Estados Unidos descartaram intervir militarmente no conflito, e o presidente Joe Biden alertou que, se a Otan entrar para combater a Rússia, será a Terceira Guerra Mundial. No domingo (13), Biden conversou com o presidente francês, Emmanuel Macron, e ambos “destacaram seu compromisso de responsabilizar a Rússia por suas ações e de apoiar o governo e o povo da Ucrânia”, disse a Casa Branca.
Russos e ucranianos dispararam mensagens otimistas sobre o andamento das negociações e chegaram a sinalizar no domingo que um acordo poderia chegar nos próximos dias.
Enquanto outras negociações focaram em assuntos humanitários, nesta segunda autoridades dos dois países discutirão um cessar-fogo, segundo o negociador ucraniano Mikhailo Podoliak. “Negociações. 4ª rodada. Discutirá paz, cessar-fogo, retirada imediata das tropas e garantias de segurança. Discussão difícil”, escreveu nas redes sociais.
O último relatório de inteligência do Ministério da Defesa da Grã-Bretanha aponta que a Rússia teria estabelecido um bloqueio naval do mar Negro para isolar a Ucrânia do comércio marítimo internacional.
Via: NoticiaAoMinuto
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