Oferta de todos os cargos de Márcio Bittar para o MDB em troca de apoio à reeleição, balança o partido e abre crise interna

Oferta de todos os cargos de Márcio Bittar para o MDB em troca de apoio à reeleição, balança o partido e abre crise interna

Quatro Secretarias “porteira fechada”  e a promessa de Jéssica Sales candidata ao Senado em sua chapa teria sido a oferta do governador Gladson Cameli (PP) para garantir o apoio do MDB à sua candidatura à reeleição.

As Secretarias oferecidas ao MDB, seriam as que estão sob o domínio do senador Márcio Bittar (UB)

A oferta foi feita um dia depois de garantir a mesma vaga ao Senado para o deputado Alan Rick (UB),  e enquanto seus emissários tentavam convencer o senador Márcio Bittar a não romper com o governo também em troca da única vaga ao Senado para a esposa (ex) Márcia Bittar (PL). Detalhe: o Progressistas, partido de Gladson, mantém a candidatura de Mailza Gomes à reeleição o que a torna a candidata natural da chapa. Mailza tem o aval e o apoio do homem mais forte do governo Bolsonaro- Ciro Nogueira, chefe da Casa Civil e presidente nacional do PP.

“Gladson joga com todos. Ele deve desconhecer o conceito de impenetrabilidade (dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo), mas nós não. A chapa comporta apenas uma candidatura ao Senado, quando a promete a vários candidatos está mentindo para todos”, analisa o medebista histórico.

A constatação parece ser a mesma de Márcio Bittar. Com o apoio declarado do senador Flávio Bolsonaro (PL), à candidatura de Márcia Bittar, Márcio teria recusado um encontro pessoal com Cameli, que enviou emissários com a promessa de anunciar Márcia candidata ao Senado assim que saia a decisão do STJ sobre as acusações que pesam sobre ele, resultado da investigação da Polícia Federal na Operação Ptolomeu (Relembre Aqui).  Fonte do União Brasil garante que Márcio Bittar ouviu, mas não se comprometeu: “e ele nem sabia que os cargos dele estavam sendo oferecidos para o MDB naquele momento”.

A oferta ao MDB balançou o partido. Parte quer aceitar, principalmente uma ala do partido do Juruá, o que abriu uma crise interna com os emedebistas históricos que entendem que não há vantagem em assumir cargos em final de governo, por pouco tempo: “não existem garantias. O MDB não pode entrar nessa aventura, justamente quando o partido ressuscita das cinzas. Na hora de registrar a chapa quem garante que Gladson não vai com Mailza e com a cara mais lisa justifica que é imposição do partido e que como filiado tem que se submeter? E aí Inês é morta. O MDB fica sem candidata ao governo, com a candidatura ao Senado avariada, sem pai nem mãe. Perde a maior chance de recuperação que tem em pelo menos duas décadas”.

No grupo dos irmãos Rocha, a tentativa de levar o partido ao qual se filiaram recentemente para apoiar a candidatura de Gladson é mais um componente da perseguição implacável à deputada Mara Rocha: “Gladson usou o Márcio Bittar para tirar o PL da Mara com a promessa da Márcia ser a candidata dele ao Senado,  depois que conseguiu, Márcio Bittar perdeu a serventia e foi descartado.  Agora tenta usar o MDB para acabar com a vida política da Mara. Se conseguir, também vai abandonar o MDB. É assim que ele age. Só não dá para entender porque tanto ódio da Mara. Não se vê ele agir com tanta raiva com nenhum dos outros adversários.  Quatro Secretarias para tirar a Mara da disputa…o jogo é bruto”, pondera o apoiador.

A mesma conclusão é dos “cabeças brancas” do MDB que alegam que durante meses, o partido aguardou sem sucesso o posicionamento do governador sobre a aliança que resultaria na chapa Gladson governador/Jéssica senadora. A decisão só veio com o anúncio da chapa Mara Rocha governadora/Jéssica Sales senadora.

O jornalista Williandro Derze, ligado ao MDB, o primeiro a publicar matéria sobre o assunto, disse que: “Nos bastidores, os líderes do MDB disseram que a possibilidade do partido se aliar a Gladson nesta eleição é zero. “Isso nem se cogita, temos candidata ao Governo e Senado. Essa oferta do Gladson mostra o desespero dele em relação às nossas candidaturas. Estamos no caminho certo e vamos tirá-lo da cadeira”…Gladson Cameli teria tido um desentendimento com o senador Márcio Bittar, e para tentar deixá-lo sem espaço para indicar Márcia Bittar em sua chapa, que não estaria acrescentando positivamente em sua reeleição, preferiu cortejar Jéssica “.  Veja Aqui

Em junho de 2021, a deputada Jéssica Sales (MDB), declarou em entrevista ao Ac24horas que não queria cargos no governo Cameli: “se tivermos que apoiá-lo, num futuro, vai ser sem cargos. A gente (família Sales) não quer saber de cargos, não temos ninguém no nosso mocotó”. Confirme Aqui

Ressalva- os cargos que teriam sido oferecidos agora, não foram para a família Sales, foram para o MDB.

Em seu discurso por ocasião do anúncio da candidatura de Mara Rocha ao governo do estado, 5 dias atrás, o vice-presidente estadual do MDB, Vagner Sales, pai de Jéssica Sales, disse que está na hora do MDB dar uma resposta à população por ter se atrelado a Gladson Cameli na eleição passada e o resultado ser um estado abandonado por um governador que gosta mais de aparecer do que resolver os problemas da população.

Foto- Acre News

Assista ao discurso

 

 

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