Existem atualmente no Brasil 673 mil e 818 pessoas portadoras de armas. Grande parte delas distribuídas pelos clubes de Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CAC), que possuem ao todo 975 mil e 800 armas legalizadas (entre elas, fuzis e armas de combate) e uma ideologia- o apoio ao presidente Jair Bolsonaro.
É este grupo que poderá fazer a diferença nas eleições de outubro de 2022 caso haja suspeita de falta de lisura no pleito. Para alguns especialistas não são os generais nem as Forças Armadas divididas que seriam sensíveis a uma reação e sim os CACs. Até porque a investigação não alcançou o total de 2,8 milhões de armas registradas no país.
Os CACs formam um exército praticamente igual a todo o efetivo de todas as forças armadas do Brasil.
Bolsonaro confirmou no sábado, 25, durante discurso na “Marcha para Jesus”, em Camboriú (SC), que tem “um exército que se aproxima de 200 milhões de pessoas nos quatro cantos do Brasil”.
O CACs ou Proarmas é grupo tão grande e organizado que possui entre 34 a 50 candidatos ao Congresso e está organizando um partido político.
A Bancada que os CACs querem eleger no Congresso e nos Estados é formada por instrutores de tiro, donos de clubes, policiais e advogados. O grupo tem pré-candidatos a deputados, senadores e governadores. A ideia é formar a Bancada do CACs no Congresso.
Autodenominados “Associação Proarmas”, eles têm como principal referência o deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL), que já recebeu diversos pré-candidatos no Palácio do Planalto, além de ter posado para fotos e vídeos declarando seu apoio.
A politização do grupo também incentivou o aumento de membros dos CACs: de 117.467, em 2018, chegou a 673.818 este ano. Dessa forma, o grupo é maior que o de policiais militares (cerca de 406 mil) e do efetivo das Forças Armadas (em torno de 360 mil).
O Proarmas é liderado pelo advogado Marcos Pollon do Mato Grosso do Sul, que é candidato à deputado federal. Recentemente ele sorteou um revólver durante um churrasco. Veja Aqui
Os pré-candidatos são instrutores de tiro, donos de clubes, policiais e advogados. Eles são filiados aos partidos PL, PMN, Podemos, PP, PRTB, PSC, PTB, PTC e Republicanos.
Uma das pautas do Proarmas é o barateamento das armas, com o objetivo de ampliar o acesso.
Proarmas que concorrem a cargo eletivo em 2022
Bia Kicis (PL-DF) – pré-candidata à reeleição
Alan Rick (UNIÃO-AC) — pré-candidato a vice-governador na chapa de Gladson Cameli (PP)
Ex-ministro da Cidadania João Roma (PL) que concorre a governador da Bahia
Jogador de vôlei Maurício Souza (PL) , candidato a deputado federal por Minas Gerais, Maurício foi demitido do Minas Tênis Clube por fazer declarações homofóbicas.
Até agora são 30 políticos do Partido Liberal, sete do Republicanos, três do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), dois do Partido Social Cristão (PSC), dois do Partido da Mobilização Nacional (PMN), dois do União Brasil, dois do Progressistas (PP), um do Partido Republicano da Ordem Social (Pros), um do Patriota e um do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).
Em 29 de março deste ano, um dia depois da reunião nacional do Proarmas, o deputado Alan Rick, anunciou oficialmente ser o candidato ao Senado apoiado pelo grupo. Veja Aqui
Alan é o único parlamentar federal do Acre integrado ao Proarmas.
Foto- PT
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