O governo dos Estados Unidos propôs ao Kremlin uma troca de prisioneiros para libertar a estrela do basquete americano Brittney Griner e o ex-militar Paul Whelan, ambos detidos na Rússia. A proposta foi revelada pelo secretário de Estado Antony Blinken, que anunciou ainda a primeira conversa durante a Guerra da Ucrânia com o chanceler russo, Serguei Lavrov, nos próximos dias.
Duas vezes medalhista de ouro em Olimpíadas, Griner foi detida em um aeroporto de Moscou em fevereiro ao ser flagrada portando em sua bagagem cartuchos de vaporizadores contendo um derivado de cannabis (maconha) em forma oleosa. Ela admitiu o porte, mas afirmou em audiência que embalou acidentalmente uma pequena quantidade da substância, que disse usar sob a orientação médica para controle de dores.
Já o ex-soldado americano Paul Whelan está detido desde 2018 na Rússia e foi condenado a 16 anos de cadeia. Ex-integrante dos Mariners (os fuzileiros navais dos EUA), ele afirma que estava no país para comparecer a um casamento e que foi surpreendido com a prisão. Além da cidadania americana, ele possui ainda passaportes de Canadá, Irlanda e Reino Unido. O governo russo, por sua vez, alega que o ex-militar foi pego em flagrante com um pendrive que guardava informações confidenciais.
Segundo o jornal The New York Times, a proposta teria o aval do presidente dos EUA, Joe Biden, que estaria sob crescente pressão política para libertar os americanos.
Entretanto, os movimentos mundiais pela liberdade de Julian Assange, informam que o presidente russo Valdmir Putin ventilou a possibilidade de colocar como condição a entrega de Assange para a Rússia para efetivar o acordo. Por ele, o governo russo entregaria inclusive mercenários norte-anericanos presos na Ucrânia.
Fundador do site WikiLeaks, Assange foi preso em 2019 sob acusação de espionagem. Ele continua preso no Reino Unido, porque recorreu da extradição para os EUA onde enfrenta 18 acusações de espionagem e poderia ser condenado a mais de 170 anos de prisão.
Julian Assange divulgou em seu site 700 mil documentos confidenciais completos, sem edição, sobre atividades diplomáticas e militares americanas, que revelaram atrocidades e crimes de guerra nas guerras do Iraque e Afeganistão.
Julian passou um período abrigado na embaixada do Equador, depois foi entregue ao governo britânico. Está com a saúde debilitada e a esposa dele conta que na prisão, a alimentação é deficiente e durante o inverno forneceram apenas um cobertor fino, insuficiente para o frio.
As organizações de defesa dos direitos humanos denunciam a ação dos Estados Unidos e seus países satélites, como um ataque à liberdade de imprensa.
Via: NoticiaAoMinuto
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