O governo Bolsonaro anunciou o bloqueio de mais de R$ 2,6 bilhões de recursos no Ministério da Educação, o que vai afetar as atividades das instituições.
A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), disse que foi informada pelo Ministério da Educação que o bloqueio total para a educação foi de R$ 1 bilhão. Especificamente para a educação superior, é de R$ 328 milhões.
“Este valor, se somado ao montante que já havia sido bloqueado ao longo do ano, perfaz um total de R$ 763 milhões em valores que foram retirados das universidades federais do orçamento que havia sido aprovado para este ano”, explicou a Andifes.
Em razão do novo bloqueio de recursos, a diretoria da Andifes convocou uma reunião extraordinária de seu conselho pleno para esta quinta-feira para debater as ações e providências.
“A diretoria da Andifes, que já buscava reverter os bloqueios anteriores para o restabelecimento do orçamento aprovado para 2022, sem os quais o funcionamento das universidades já estava comprometido, aduziu que este novo contingenciamento coloca em risco todo o sistema das universidades”, acrescentou.
O Brasil tem mais de 1,2 milhão de estudantes nas universidades públicas que estão sob ameaça de não concluírem os cursos em função dos cortes.
De acordo com o TSE, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), mais conhecido por Fundão Eleitoral foi de R$ 4,9 bilhões. Além do dinheiro oficial, os candidatos contam com doações de campanha e outras estratégias que aumentam o dinheiro à disposição das campanhas. O cruel neste caso é o uso de dinheiro público para bancar campanhas de políticos que uma vez eleitos passam a votar contra os interesses da população e aprovam cortes em áreas como Educação, Saúde e Segurança.
Conif (Conselho Nacional das Instituições da Rede de Educação Profissional, Científica e Tecnológica) emitiu uma nota sobre o novo corte
“Os integrantes do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) emitiu hoje (5) nota sobre corte orçamentário que atinge as instituições da Rede. Confira o texto na íntegra:
A Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, que abarca mais de um milhão e meio de estudantes e 80 mil servidores sofreu mais um corte dia 05 de outubro, por meio do Decreto 11.216, que altera o Decreto nº 10.961, de 11/02/2022, no valor de R$ 147 milhões.
A esse valor soma-se o cancelamento já ocorrido em junho deste ano, totalizando um corte de mais de R$ 300 milhões. Diante desse contexto financeiro e orçamentário caótico, quem perde é o estudante, que será impactado na continuidade de seus estudos, pois os recursos da assistência estudantil são fundamentais para a sua permanência na instituição. Transporte, alimentação, internet, chip de celular, bolsas de estudo, dentre outros tantos elementos essenciais para o aluno não poderão mais ser custeados pelos Institutos Federais, pelos Cefets e Colégio Pedro II, diante do ocorrido.
Serviços essenciais de limpeza e segurança serão descontinuados, comprometendo ainda as atividades laboratoriais e de campo, culminando no desemprego e na precarização dos projetos educacionais, em um momento de tentativa de aquecimento econômico e retomada das atividades educacionais presenciais no pós-pandemia.
Estamos no último trimestre diante de um cenário incerto e alarmante, e, nesse momento o Conif reitera que é necessária e urgente a recomposição orçamentária, sob pena da Rede Federal ter seu funcionamento comprometido.
Goiânia, 5 de outubro de 2022
Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif)”.
Imagem- Poder 360
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