O caso veio à tona através do psiquiatra Táki Cordás, que em uma live no Instagram, entrevistou uma advogada da cidade de Casca. Uma pequena cidade com menos de 10 mil habitantes, distante cerca de 70 km de Passo Fundo.
Dos 9 mil habitantes de Casca, 4557 votaram em Jair Bolsonaro, o equivalente a 78% dos votos.
Na entrevista ela informou que uma lista está sendo distribuída na cidade com a sugestão que estabelecimentos comerciais e escritórios de profissionais liberais que não votaram em Bolsonaro, sejam marcados com uma estrela vermelha para facilitar o boicote.
A informação chocou a população pela semelhança com a identificação dos judeus com uma estrela amarela imposta pelos nazistas na Alemanha sob o comando de Hitler (1939-1945). A identificação dos judeus destinava-se a segregá-los do resto da população, reforçar sua posição de “inferioridade” e facilitar a deportação dos judeus para os guetos e centros de extermínio.
O jornal Zero Hora de Porto Alegre fez uma investigação e descobriu que a medida detectada em Casca, se espalhou por pelo menos 5 cidades da serra gaúcha. Além de Porto Alegre, constam na lista, Caxias do Sul, Flores da Cunha, Gramado e Nova Prata.
Segundo o jornal, mensagens com nomes e identificação circulam nas redes sociais e em aplicativos de conversa. Os alvos da ação por parte de grupos de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) estão procurando a polícia e já foram denunciadas ao Ministério Público.
A advogada Janaíra Ramos disse que os “marcados” têm medo de serem mortos ou espancados e terem residências e veículos depredados. Leia Mais
Imagem Ilustrativa- G1
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