Segundo os investigadores, a“possível organização criminosa” objetivava “a obtenção de vantagens de caráter diverso” por meio do uso da estrutura estatal como modus operandi
A investigação, que liga pelo menos sete frentes distintas, aponta Bolsonaro como o líder desse grupo, sendo o personagem central em diversos casos, incluindo fraude na carteira de vacinação, roubo de joias do acervo presidencial, tentativa de golpe de Estado para impedir a posse do presidente Lula (PT), ataque às urnas eletrônicas e às instituições democráticas, uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar adversários e o suposto uso irregular do cartão corporativo para despesas pessoais.
Bolsonaro já foi indiciado em dois desses casos, ambos incluídos no inquérito-mãe (4874) iniciado em julho de 2021. Este inquérito investiga um grupo com “forte atuação digital” e “a nítida finalidade de atentar contra a democracia”, conforme descrito pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O próximo indiciamento de Bolsonaro deve ocorrer no inquérito sobre a tentativa de golpe, que está ligado ao caso das milícias digitais. Outro processo em andamento investiga o uso da Abin para vigiar adversários políticos, vinculado ao inquérito das fake news (4781) iniciado em 2019.
Imagem- Catraca Livre
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