SEASDH faz campanha contra o tráfico de pessoas que vitima 49,6 milhões de pessoas em todo o mundo

SEASDH faz campanha contra o tráfico de pessoas que vitima 49,6 milhões de pessoas em todo o mundo

 Milhões de homens, mulheres e crianças, são explorados sexualmente, sujeitos a trabalhos forçados, tráfico de drogas, servidão doméstica e colheita de órgãos

SEASDH faz campanha contra o tráfico de pessoas que vitima 49,6 milhões de pessoas em todo o mundo

A ONU identificou duas estratégias: a “caça”, envolvendo um traficante que persegue ativamente uma vítima, normalmente nas redes sociais; e a “pesca”, onde se publicam anúncios de emprego.

A internet permite que os traficantes transmitam ao vivo a exploração de suas vítimas, o que permite a transmissão simultânea do abuso de uma vítima por vários consumidores em todo o mundo.

Os dados recolhidos em 148 países identificam 534 tipos de tráfico diferentes, embora as vítimas sejam normalmente traficadas dentro de áreas geograficamente próximas.

Num desses exemplos, meninas recrutadas em uma área urbana podem ser exploradas em motéis ou bares próximos. Globalmente, a maioria das vítimas é resgatada no próprio país de origem.

Nas tendências regionais, a exploração sexual é a que mais domina. Este é o caso da Europa, Américas e Caribe.  Na América do Sul, mais de um terço das vítimas vai para o trabalho forçado, que domina o tráfico na Africa Subsaariana e na Ásia.

As Nações Unidas revelaram que aumentou a proporção de crianças traficadas no mundo

O Escritório da ONU sobre Drogas e Crime, Unodc, destaca que o número real de vítimas traficadas pode ser muito maior pela natureza oculta desse crime.

Os alvos preferenciais dos traficantes são os mais vulneráveis, como migrantes e pessoas sem emprego. O número de crianças vítimas de tráfico triplicou nos últimos 15 anos. A proporção de meninos aumentou cinco vezes. Este grupo é o mais usado para trabalhos forçados. As meninas são mais traficadas para exploração sexual.

Quase metade das vítimas identificadas em nível global eram mulheres adultas e 20% meninas. Outros cerca de 20% eram homens adultos e 15% meninos. Muitas crianças são abordadas por traficantes nas redes sociais, sendo um alvo fácil por estarem buscando aceitação, atenção ou amizade.

Nos últimos 15 anos, o número de vítimas aumentou e alterou o perfil. A proporção de mulheres adultas caiu de mais de 70% para menos da metade. Em relação às crianças, a alta foi de cerca de 10% para mais de 30%.

Cerca de 1%  das vítimas no período analisado foram coagidas a mendigar e um número menor forçadas a casamentos forçados, remoção de órgãos e outros fins.

Os perfis das vítimas variam de acordo com a forma de exploração. A maioria das mulheres e meninas sofreu exploração sexual, enquanto homens e meninos foram mais envolvidos no trabalho forçado.

O número de pessoas afetadas vem aumentado continuamente por mais de uma década. Elas são colocadas em setores econômicos onde o trabalho se realiza de formas isoladas, incluindo agricultura, construção, pesca, mineração e trabalho doméstico.

Campanha da SEASDH percorreu Assis Brasil, Epitaciolândia, Brasileia e Cruzeiro do Sul

Em celebração ao Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, comemorado na terça-feira, 30, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), realizou no mês de julho a campanha Coração Azul no estado.

“Coração Azul” é uma campanha internacional do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), que busca conscientizar sobre o problema e inspirar aqueles que detêm poder de decisão a promover as mudanças necessárias para acabar com esse crime.

O símbolo da campanha representa a tristeza das vítimas do tráfico de pessoas e lembra a insensibilidade de quem compra e vende outro ser humano. O uso da cor azul das Nações Unidas também demonstra o compromisso da organização com a luta contra esse crime que atenta contra a dignidade humana.

Armadilhas sobre emprego podem tornar as pessoas suscetíveis ao tráfico de pessoas

 

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