A Prefeitura de São Paulo construiu um muro de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura na região central da cidade, na Cracolândia, em Santa Ifigênia.
A construção é parte de uma intervenção mais ampla que inclui o uso de gradis para delimitar a área conhecida como “fluxo”. Com isso, o local assume o formato de um triângulo cercado, limitando a movimentação dos frequentadores. Embora a prefeitura argumente que os usuários podem sair livremente, ativistas denunciam restrições e revistas realizadas pela Guarda Civil Metropolitana (GCM).
Segundo os ativistas, quem tenta sair da área cercada ou permanecer nas calçadas próximas é frequentemente alvo de spray de pimenta, uma medida que reforça as críticas sobre a truculência do poder público.
Ações humanitárias têm sido bloqueadas
“Dia 22 de dezembro fomos fazer um Natal, levamos frutas, comida e arte, e impediram a gente de acessar as pessoas. Então não cuidam e também nos impedem de cuidar”, relatou Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste.
A Cracolândia tem sido palco de debates acalorados sobre segurança pública e políticas sociais há décadas. As medidas mais recentes reacendem a discussão sobre a efetividade de ações punitivas em detrimento de estratégias de acolhimento e reabilitação.
Imagem- Brasil 247
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