Detalhe: o filme “Ainda estou aqui” não foi financiado pela Lei Rouanet
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pagou mais um mico. Em sua conta no X (antigo Twitter), ele fez uma crítica à Lei Rouanet, sugerindo que o governo Lula (PT), não deixa faltar recursos para a LR, enquanto falta dinheiro para outras coisas que seriam prioridade.
Ocorre que o filme Ainda estou aqui, não foi financiado pela Lei Rouanet e Jair deveria saber que a própria lei restringe recursos para obras de longa-metragem, uma vez que presidiu o país por 4 anos.
A crítica equivocada feita no dia seguinte à premiação de Fernanda Torres com o Globo de Ouro, de Melhor Atriz, vencendo estrelas de Hollywood como Angelina Jolie, Nicole Kidman e Kate Winslet e a reconhecida da crítica internacional Tilda Swinton, mostra o rancor contra Rubens Paiva que já havia se manifestado em episódios anteriores.
Jair Bolsonaro passou parte de sua adolescência na cidade de Eldorado Paulista (SP), município com forte influência política e financeira da família Paiva. O que é descrito na biografia do ex-presidente escrita pelo filho, senador Flávio Bolsonaro (PL).
O ex-presidente que tem uma trajetória política marcada por uma postura favorável à ditadura militar, quando era deputado, negou no plenário da Câmara o envolvimento de militares no assassinato de ex-deputado Rubens Paiva e se opôs às investigações da Comissão Nacional da Verdade, alegando que Rubens foi morto por guerrilheiros de esquerda.
Em 2014, por ocasião da homenagem que a Câmara dos Deputados fez ao ex-deputado Rubens Paiva, com a inauguração de uma estátua, os discursos foram interrompidos por uma ruidosa manifestação contrária à homenagem liderada pelo então deputado federal Jair Bolsonaro.
“Rubens Paiva teve o que mereceu, comunista desgraçado, vagabundo!”, gritava Jair que ao passar pela família do deputado assassinado pela ditadura, deu uma cusparada no busto.
Durante a inauguração de um busto em homenagem a Rubens Paiva, Bolsonaro cuspiu na estátua e o insultou publicamente.
Em seu voto a favor do impeachment de Dilma Rousseff (PT), em 2016, Jair Bolsonaro prestou homenagem ao torturador da ex-presidenta, Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Coincidentemente comandante da filial paulista do DOI-Codi onde Rubens Paiva foi torturado até morrer.
Imagem- Carta Capital
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