Mãe da adolescente relatou aos policiais que mudou a família de igreja depois de perceber atitudes suspeitas do pastor em relação à menina
O pastor João das Graças, 54 anos, confessou ter assassinado a adolescente Stefany Vitória. O crime ocorreu no último domingo (9 de fevereiro) e foi registrado em boletim de ocorrência. O líder religioso foi preso nesta terça-feira.
Segundo o documento da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), testemunhas relataram ter visto a menina entrando em um carro no dia do crime. Outra pessoa informou que um homem foi visto agredindo uma mulher na mesma região.
A partir da placa do veículo identificada por uma das testemunhas, os policiais chegaram ao suspeito e entraram em contato com sua esposa. Ela informou que o marido, que atuava como pastor na cidade, estava desaparecido desde domingo — mesma data do sumiço de Stefany.
Com essas informações, a polícia desencadeou uma operação e localizou o suspeito escondido na casa da mãe dele, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com o boletim de ocorrência, ele não ofereceu resistência e confessou o assassinato, chegando a indicar o local onde teria deixado o corpo da adolescente.
As investigações conduzidas pelo Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) revelaram que Stefany teria aceitado uma carona do pastor, vizinho da família e figura de confiança da comunidade. Segundo apurações, o suspeito a levou para uma lagoa na região do Tejuco, onde teria tentado abusá-la. Em meio ao desespero, a jovem conseguiu sair do carro, mas foi contida à força pelo acusado.
Testemunhas que presenciaram a cena relataram que Pachola afirmou ser o pai da jovem e alegou que ela sofria de problemas mentais. Desconfiada, uma das testemunhas anotou a placa do veículo. A polícia cruzou essas informações com uma outra denúncia sobre uma agressão contra uma mulher na mesma região. Pouco depois, descobriu-se que Stefany havia sido assassinada e teve o corpo abandonado em um local ermo, entre Ribeirão das Neves e Esmeraldas.
A mãe da jovem denunciou o desaparecimento no domingo (9) ao perceber que a filha não havia chegado ao destino informado. Familiares passaram a distribuir cartazes na tentativa de obter pistas sobre o paradeiro de Stefany. Foi através dessas ações que uma testemunha entrou em contato e relatou ter visto a jovem sendo puxada de volta para dentro de um carro por um homem.
Moradores do bairro Metropolitano reagiram incendiando o carro e a casa do suspeito na noite desta terça-feira (11/2).
Ele, ‘pagando de pastor’, já trabalhou como motorista escolar e carregava as crianças. A vontade é de colocar fogo na casa dele”, disse uma moradora sob anonimato.
A companheira do criminoso deixou a casa do casal, onde também funciona uma igreja evangélica, em uma viatura da polícia. “Ela sabia do crime e acobertou o tempo todo. Ficamos sabendo que o pastor confessou ter matado a Stefany para uma cunhada, e foi ela quem ligou para a polícia denunciando”. Com informações da Revista Fórum e O Tempo.
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