De acordo com o relatório divulgado pela Revista Fórum, ao todo, foram 4.181 mulheres vítimas de algum tipo de violência, o que representa um aumento de 12,4% em relação a 2023, quando o Amazonas ainda não fazia parte deste monitoramento. O estado começou a fazer parte da Rede em janeiro do ano seguinte.
Segundo o relatório, o principal tipo de violência ocorrido às mulheres foi tentativa de feminicídio e agressão física (1454 casos); seguida de violência sexual/estupro (831; homicídio (624); feminicídio (531); agressão verbal (281); tentativa de homicídio (249); cárcere privado (147); dano ao patrimônio (83); sequestro (83); tortura (77); transfeminicídio (12) e supressão de documentos (13).
O relatório destaca que 531 mulheres foram vítimas de feminicídios, o que significa dizer que, a cada 17 horas, uma mulher morreu em razão do gênero. Os crimes foram cometidos por pessoas próximas em 75,3% dos casos, e se consideramos somente parceiros e ex-parceiros, foram 70,0%.
Outros dados destacados pelo Observatório em relação aos estados monitorados são:
- No Amazonas, 84,2% das vítimas de violência sexual tinha de 0 a 17 anos;
- Pernambuco lidera em casos de mortes de mulheres (feminicídio, transfeminicídio e homicídio) no Nordeste, com 167 vítimas;
- Bahia apresentou redução de 30,1% em comparação ao ano anterior;
- Com 1.177 casos, São Paulo é o único estado entre os monitorados que registra acima de mil eventos de violência;
- Maranhão tem aumento alarmante de 87,1% nas violências contra mulheres;
- Rio de Janeiro é o estado com mais casos de violência envolvendo agentes;
- Ceará tem o maior registro de violências contra mulheres em sete anos;
- Piauí tem aumento de 17,8% nos eventos de violência;
- Pará tem aumento de 73,2% na violência contra mulheres.
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