Tarcísio defende seguir cobrando do povo para não ter que tirar dinheiro dos bilionários

Tarcísio defende seguir cobrando do povo para não ter que tirar dinheiro dos bilionários

O governador bolsonarista de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos),  deu uma declaração nesta sexta-feira (15) que explica de forma cabal por qual razão os grandes conglomerados da mídia hegemônica e os bilionários da Faria Lima sonham com sua chegada à Presidência da República.

Participando como estrela principal de um evento para ricaços organizado pelas empresas Arko Advice e Galapagos Capital, o chefe do Executivo paulista usou seu já característico “enrolation” para se vender como “moderado”, mesmo sendo o principal nome como herdeiro político de Jair Bolsonaro (PL) na violenta e ultrarreacionária extrema direita brasileira. A certa altura, Tarcísio deu uma declaração inacreditável.

A se referir de forma indireta ao projeto do governo Lula (PT) de subir a faixa de isenção do Imposto de Renda para R$ 5 mil, ou seja, uma iniciativa para livrar grande parte da classe média baixa de uma pesada tributação, o governador do estado mais populoso do país, defendeu abertamente seguir cobrando a fatura do povo para não ter que tirar dinheiro dos grandes barões e magnatas brasileiros, a quem ele chamou de “o capital”.

“Quando você abre mão de uma base relevante de pagantes… E aí você [diz] ‘eu vou abrir mão dessa base, porque é o que todos os países fazem’, e ‘eu vou apostar em outras coisas, eu vou tributar o capital, vou tributar o estoque de capital’, ou seja, eu vou destruir poupança e vou impedir investimentos… E aí é o contrato com o fracasso”, disse o bolsonarista, com sua voz mansa e tom “técnico”.

O mais curioso nessa história toda é que a frase inacreditável que demoniza a diminuição de impostos sobre os mais pobres e quem mais precisa de aumento de renda, abrindo fogo contra qualquer tentativa de cobrar mais impostos dos setores multimilionários e bilionários, como em todas as nações desenvolvidas do mundo, passou praticamente batida pela imprensa brasileira, cabendo apenas uma nota discreta no jornal segmentado Valor Econômico. As informações são da Revista Fórum.

 

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