Amazônia poderá ter energia mais barata com usinas nucleares flutuantes de tecnologia russa

Amazônia poderá ter energia mais barata com usinas nucleares flutuantes de tecnologia russa

Governo avalia proposta da estatal russa Rosatom para instalar pequenos reatores na região Norte

O governo brasileiro está considerando adquirir usinas nucleares flutuantes oferecidas pela estatal russa Rosatom. A iniciativa visa especialmente regiões de difícil acesso, como a Amazônia.

A estatal é pioneira na produção de reatores modulares pequenos, conhecidos como SMRs (Small Modular Reactors), que possuem capacidade entre 10% e 50% das centrais tradicionais, porém com a vantagem de ocupar menos espaço.

Em 2020, a Rússia inaugurou a primeira usina flutuante do mundo, instalada sobre a barcaça Acadêmico Lomonosov, a unidade substitui centrais obsoletas e uma poluente termoelétrica no Ártico russo.

“Os pequenos reatores, inclusive os modelos flutuantes, podem oferecer soluções seguras e estáveis para regiões de difícil acesso, como a Amazônia. Temos mantido um diálogo técnico produtivo com a Rosatom”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, de acordo com a reportagem.

Segundo a empresa russa, a região amazônica poderia abrigar até 12 reatores até 2035, com capacidade de geração de 0,6 GW. Outros dez reatores flutuantes seriam instalados na costa do Nordeste, ampliando a oferta em 0,5 GW. Juntos, esses projetos representariam cerca de metade da atual capacidade instalada da matriz nuclear brasileira.

Além da geração em áreas remotas, o ministro Silveira vê potencial nos pequenos reatores para aplicações que exigem alta demanda de energia, como datacenters.

Apesar de abrigar grandes hidrelétricas, a Amazônia ainda depende fortemente de usinas termoelétricas a diesel e, em Roraima, até da energia importada da Venezuela. Essa realidade contrasta com a matriz elétrica brasileira, que é 85% renovável — com a energia nuclear representando apenas 1,2%, proveniente de Angra 1 e 2.

A aproximação entre Brasília e Moscou na área nuclear começou durante o governo Jair Bolsonaro e foi reforçada sob Luiz Inácio Lula da Silva, que é entusiasta do grupo BRICS, do qual Brasil e Rússia fazem parte. Com informações do Brasil 247

Imagem- Pacotes de Pesca

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