Trump sabota o Brasil para garantir exploração do povo brasileiro pelas empresas dos EUA que atuam no Brasil
O Pix, sistema de pagamentos instantâneos, sistema público e gratuito, reduziu drasticamente o uso de cartões de crédito e débito — segmento dominado globalmente por empresas dos EUA, como Visa e Mastercard. O USTR afirma que o Brasil “mina a competitividade de empresas norte-americanas” ao supostamente restringir sua atuação. USTR é a sigla em inglês do Escritório do Representante do Comércio dos EUA.
A investigação foi aberta na última terça-feira (15) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo usado anteriormente contra a China. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou: “Sob o comando do presidente Donald Trump, eu abri a investigação sobre os ataques do Brasil às empresas de rede social americanas e outras práticas comerciais injustas”.
Mexeu com o PIX, mexeu diretamente com 160 milhões de brasileiros
Na prática Trump quer o direito dessas empresas de cartões de débito e crédito continuarem a explorar o povo brasileiro com juros de 400% e que vem sendo substituídas pelo PIX, um sistema moderno, acessível e que diminui taxas para o consumidor.
“O Brasil também parece se envolver em uma série de práticas desleais com relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo, entre outras, a promoção de seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo”, diz o relatório do USTR ao se referir ao Pix.
A crítica ao método de transferência, criado pelo Banco Central em 2020 e considerado caso de sucesso internacional conta com mais de 160 milhões de usuários no Brasil e vem sendo exportado como modelo para outros países.
Trump tenta sabotar o Brasil
Já o tradicional centro comercial paulistano da 25 de março aparece no documento como exemplo das falhas brasileiras na proteção à propriedade intelectual: “A 25 de Março permanece há décadas como um dos maiores mercados de produtos falsificados, apesar de operações direcionadas para a área”. “O Brasil não conseguiu abordar de forma eficaz a importação, distribuição, venda e uso generalizado de produtos falsificados, consoles de jogos modificados, dispositivos de streaming ilícitos e outros dispositivos de violação”, prosseguiu o texto, antes de completar: “A falsificação continua generalizada porque as operações de fiscalização não são seguidas por medidas de penalidades de nível dissuasivo”.
Acabar com o comércio da 25 de março, como sugere o governo dos EUA, afetaria imediatamente 3.800 estabelecimentos comerciais e cerca de 200 mil pessoas que circulam pelo local diariamente.
Entre as alegações mais absurdas da investigação está a suposta retaliação do Brasil contra empresas americanas de redes sociais — as mesmas plataformas que se recusam a obedecer às leis brasileiras e a decisões judiciais que buscam combater crimes digitais, incluindo discursos de ódio e disseminação de fake news.
O governo brasileiro já se articula para rebater com firmeza a nova tentativa de agressão comercial promovida por Trump, defendendo a soberania nacional e o direito de seguir políticas públicas de desenvolvimento econômico e inclusão social.
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