Adolescentes que planejavam massacre em escola pública exaltavam o nazismo

Adolescentes que planejavam massacre em escola pública exaltavam o nazismo

O Metrópoles obteve áudios e mensagens de WhatsApp trocados pelos adolescentes de 17 anos. Neles, enalteciam Adolf Hitler e diziam que o regime nazista era a solução para o Brasil. Eles se manifestavam intolerância contra as minorias e criticavam a política e a cultura do Brasil. Também  deixaram evidente o ódio que nutriam contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chamando-o de “filho da puta”.

Os dois adolescentes foram detidos enquanto planejavam um massacre em uma escola pública do Distrito Federal.

Os planos, que incluíam explosivos artesanais, foram detalhados em um site criado por eles. Em um dos textos, descrevem a intenção de montar uma “bomba anarquista com vodka” para ser detonada no centro de Brasília. Também relataram ataques contra um homem que teria tentado denunciá-los.

Entre o fim de 2024 e junho de 2025, chegaram a gravar cerca de 10 fitas, em que narravam os preparativos para o massacre que chamavam de “dia zero”, marcado para 20 de setembro, data do aniversário de 18 anos de um deles. “Que tal fazermos no seu aniversário? O seu presente vai ser atirar em preto e matar gente”, disse um dos adolescentes.

Nos vídeos analisados pela polícia, a dupla aparece fabricando armas e explosivos artesanais. Em uma das falas, um deles disse que queria adquirir armamento pesado: “A gente quer comprar armas no mercado negro, mas não sabemos ainda como entrar nesse meio”.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) iniciou o monitoramento após ser alertada pela Secretaria de Educação. Policiais da Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV) cumpriram mandados de busca e apreensão, recolheram cadernos com desenhos de armas, uma bandana de caveira e celulares usados na comunicação.

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