Nunca, em tempo algum, quadrilhas organizadas para saquear os cofres públicos movimentaram tanto dinheiro
Em artigo intitulado “O cerco às quadrilhas das emendas”, o jornalista gaúcho Moisés Mendes afirma que nunca, em tempo algum, quadrilhas organizadas para saquear os cofres públicos movimentaram tanto dinheiro com tanta gente em tantas cidades.
Moisés destaca que nesta terça-feira, 5, em uma reunião no Supremo, representantes Controladoria Geral da União, do Tribunal de Contas da União, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Nordeste, debateram as possibilidades de rastrear o caminho das emendas de deputados em contas bancárias: quem pega o dinheiro da emenda no Congresso, para onde vai e quem usa o dinheiro. Porque até agora as instituições de controle não sabem quase nada do uso desse dinheiro saído das emendas secretas e não secretas.
Nunca, em tempo algum, quadrilhas organizadas para saquear os cofres públicos movimentaram tanto dinheiro com tanta gente em tantas cidades.
São facções comandadas principalmente por direita e extrema direita, que se apropriaram do poder político de cidades de todos os portes com a imposição das emendas.
O Estadão informa que a CGU tem cinco auditorias abertas para investigar o pagamento e o destino das emendas.
É possível fazer uma previsão otimista. Em 2026, mais casos irão estourar. E os estouros acontecerão no colo do fascismo.
O ministro Flavio Dino, que se dedica a identificar as gangues das emendas, a Polícia Federal, o Ministério Público e a CGU vão chegar às quadrilhas. Não tem como não chegar.
O próximo ano será o do desvendamento das estruturas corruptas montadas nas cidades para compartilhar o dinheiro das emendas secretas, que só as próprias quadrilhas sabem como é usado”, destaca.
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