A Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), a mais prestigiada escola de formação de oficiais do Exército, recebeu um curso de “Táticas de Pequenas Unidades” ministrado por mercenários da Phantom Black Company — grupo estrangeiro diretamente subordinado à inteligência militar da Ucrânia.
O que é a Phantom Black Company
A Phantom Black Company define-se em seu próprio site como “destacamento de ação tática que opera nas sombras da Ucrânia, sob o comando da Legião Internacional de Defesa e da Diretoria Principal de Inteligência (GUR).” Ou seja: uma Companhia Militar Privada (PMC), criada para operações secretas, sabotagem, reconhecimento ofensivo e eliminação de alvos.
“Somos a Phantom Black Company, 5º Esquadrão da Legião Internacional de Defesa de Inteligência do GUR. Uma unidade de ações táticas operando nas sombras da Ucrânia, sob o comando direto da Legião Internacional e da Diretoria Principal de Inteligência da Ucrânia. GUR-MOR.
Com missões de infiltração, assalto, reconhecimento e defesa, cruzamos as linhas inimigas para cumprir missões que levam caos, impacto e destruição aos ocupantes. Nossa presença é o terror do inimigo. Nosso foco: vencer. Nossa força: invisível, implacável, letal.
Phantom Black. Onde o inimigo menos espera — nós já estamos lá.
A mão decepada que empunha a espada é o símbolo da nossa essência — representa Týr, o deus nórdico da guerra e da justiça. Ele sacrificou sua própria mão por confiança, por honra… por manter o monstro acorrentado. Assim como Týr, cada operador da Phantom Black Team está disposto a oferecer tudo pela liberdade do povo e a destruição do inimigo.
O sangue na ponta da espada não é apenas um lembrete da batalha — é a prova de que o inimigo sangra quando a justiça é imposta com firmeza e precisão. Somos sombras que caçam na escuridão. Somos o sacrifício necessário. Somos a Phantom Black Team.
Que o inimigo tema a lâmina… pois ela carrega a ira de Týr.” Veja Aqui
Segundo Paulo Cannabrava Filho, diretor do Diálogos do Sul Global, a empresa recruta estrangeiros e os envia para a linha de frente da guerra. “É portanto, uma organização paramilitar transnacional, operando como braço direto da inteligência ucraniana. A simples presença dessa estrutura no Brasil já é ilegal. Sua associação com cadetes da Aman, absolutamente inadmissível”, destaca.
O curso foi anunciado publicamente por um mercenário brasileiro, Guilherme “Raptor”, que se apresenta como veterano da guerra na Ucrânia e atual integrante da Phantom Black Company. Mais grave: já divulgou outro treinamento semelhante, programado para setembro em Curitiba (PR).
“A questão central não é apenas o envolvimento de brasileiros como mercenários em guerras estrangeiras. O que choca é a aparente permissão — ainda que tácita — do próprio Exército para que tais agentes, ligados a um serviço de inteligência estrangeiro, instruam cadetes em pleno território nacional.
Isso compromete os princípios de neutralidade que o Brasil afirma defender e revela, no mínimo, omissão deliberada de setores do Alto Comando. Não podemos permitir que a Aman, símbolo da formação de oficiais, seja usada como plataforma de influência militar estrangeira.
É dever do Ministério da Defesa e do Itamaraty abrir imediatamente uma investigação rigorosa: quem autorizou o curso? Quais unidades participaram? Que conteúdos foram transmitidos? Houve compartilhamento de informações sensíveis?
O Ministério Público Militar também precisa agir. Associação com grupos mercenários estrangeiros é crime no Brasil. Como signatário de convenções internacionais, o país não pode compactuar com a infiltração de estruturas ilegais em suas instituições armadas.
Está em jogo muito mais que a legalidade de um curso de táticas militares. Trata-se da soberania nacional, da neutralidade internacional e da integridade das Forças Armadas.
A Phantom Black Company não pode operar livremente em território brasileiro. Menos ainda dentro de nossas academias militares. O governo deve explicações ao povo e à comunidade internacional.
Associação com grupos mercenários estrangeiros é crime no Brasil; como signatário de convenções internacionais, o país não pode compactuar com a infiltração de estruturas ilegais em suas instituições armadas.
O evento viola tanto as leis brasileiras quanto os acordos internacionais que proíbem o mercenarismo”, alerta Cannabrava.
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