Donald Trump anunciou a remoção imediata de Lisa Cook, governadora do Federal Reserve (Fed), que tem mandato até 2038.
A ofensiva sobre Cook surge após meses de críticas de Trump ao presidente do Fed, Jerome Powell, por manter os juros na faixa de 4,25% a 4,5% ao ano, patamar que o governo considera elevado e prejudicial ao crescimento econômico.
Com a saída de Lisa Cook, Trump passa a ter a chance de consolidar maioria de aliados no conselho do Fed, responsável por definir a taxa básica de juros da economia estadunidense. O colegiado tem sete cadeiras, das quais três já foram ocupadas por nomes indicados pelo republicano.
Segundo o The New York Times a interferência direta no Banco Central dos EUA pode se transformar em um marco histórico para a autonomia do banco central estadunidense, criado para evitar interferências políticas diretas em decisões monetárias.
A pressão sobre o Fed não se restringe ao caso Cook. Em agosto, a diretora Adriana Kugler renunciou ao cargo meses antes do fim do mandato, sem apresentar explicações. Trump nomeou em seu lugar Stephen Miran, que já manifestou apoio a cortes agressivos na taxa de juros. O movimento indica uma estratégia para acelerar mudanças na política monetária, apesar do impacto do tarifaço sobre produtos importados na inflação doméstica.
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