Viva a ciência: estudantes transformam caroço de açaí em placas de controle térmico

Viva a ciência: estudantes transformam caroço de açaí em placas de controle térmico

Ideia para ser copiada

Professor e estudantes da Escola Salesiano do Trabalho, em Belém (PA), estão transformando o caroço de açaí – descartado em grande volume nas ruas da cidade – em placas para controle térmico de ambientes.

Estima-se que somente na região metropolitana da capital paraense sejam descartadas 16 toneladas de caroço de açaí por dia, provenientes de mais de dez mil pontos de venda do fruto. Esse resíduo, que muitas vezes é descartado irregularmente, é agora fonte de pesquisas para aproveitamento.

“A ideia é pegar o resíduo do caroço de açaí e fazer um aglomerante para a produção de placas, que funcionam como um controle térmico. Elas podem ser usadas como forro ou divisórias e, como já testamos, mantêm o ambiente mais fresco no calor e mais aquecido no frio”, explica o professor orientador Maurício Barata.

A estudante de ensino médio Dyéllem Gomes é uma das pesquisadoras e explica como funciona o processo, que ainda é feito de maneira artesanal. “A gente faz aqui mesmo na escola. Pega o caroço do açaí que foi descartado de maneira irregular nas ruas, colocamos no liquidificador para triturar o caroço, e após triturar colocamos para secar em algum canto aqui mesmo da escola e depois de seco, misturamos com o aglomerante, após essa mistura despejamos esse caroço sobre a forma, colocamos para secar e temos a nossa placa”.

Sustentabilidade e Afeto Regional

Para os estudantes, o projeto vai além da sustentabilidade.  “Aqui no Pará, o açaí é uma relação de afeto, está presente desde que somos bebês. É muito gratificante usar algo que gera tanto resíduo para resolver um problema social”, reflete o estudante André Acácio.

O objetivo principal é ajudar escolas públicas que não têm acesso à refrigeração. “É muito gratificante resolver dois problemas: o dos resíduos e o do conforto térmico nas salas de aula, o que pode melhorar o desempenho dos alunos”, destaca Acácio.

O projeto, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) por meio da campanha “Guardiões da Natureza”, já tem planos para ter suas placas aplicadas em maior escala na própria escola, representando um avanço concreto de uma solução local para um desafio global. As informações são do Brasil de Fato

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