Com a implementação do programa ReintegraCINE nas penitenciárias federais do país, criminosos de alta periculosidade poderão assistir filmes e séries em televisões compradas pelo governo federal.
Catálogo
As categorias de conteúdo permitidas são:
- Cultural/Educativo.
- Documentário/Informativo.
- Animação/Desenho.
- Séries e filmes de ficção.
- Musicais, shows e espetáculos.
- Jogos recreativos.
Os conteúdos devem, obrigatoriamente, se enquadrar nas seguintes faixas etárias indicativas:
- Livre.
- Livre a partir de 10 anos.
- Livre a partir de 12 anos, conforme a natureza do conteúdo.
- A programação será composta exclusivamente por obras isentas de violência, linguagem imprópria, erotismo ou apologia a condutas ilícitas, voltadas à promoção de valores éticos, convivência social, cidadania, educação,
- cultura e desenvolvimento humano.
Entre os temas admitidos estão:
- Artes.
- História.
- Biografias.
- Tradições culturais.
- Culinária.
- Meio ambiente.
- Ciência.
- Música brasileira.
- Sustentabilidade.
- Educação cidadã.
- Tecnologia.
- Natureza.
- Cultura regional.
- Amizade.
- Solidariedade.
- Cooperação.
- Superação.
- Esportes.
- Aventuras educativas.
- Música instrumental.
- Festivais culturais.
- Apresentações teatrais.
Além da definição do conteúdo que poderá ser transmitido aos detentos, também foram previamente estabelecidos e consolidados os critérios de vedação.
As diretrizes do projeto determinam que está expressamente proibida a inclusão de conteúdos que apresentem:
- Noções de táticas ou estratégias das forças de segurança pública ou militares.
- Técnicas de combate, lutas ou artes marciais.
- Enaltecimento ou apologia a organizações criminosas, facções ou terrorismo.
- Nudez, sexo explícito ou conteúdo pornográfico.
- Apologia ou consumo explícito de drogas.
- Violência, afronta à autoridade pública ou incitação à discriminação.
Todo o conteúdo exibido deverá observar critérios rigorosos de adequação ética, moral e de segurança institucional.
Governo Lula aposta no cinema como ferramenta de reintegração
O governo federal vai entregar 40 Smart TVs para a realização de sessões de cinema nas penitenciárias federais de segurança máxima. A iniciativa integra o projeto ReintegraCINE, coordenado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), e tem como objetivo utilizar o audiovisual como instrumento de ressocialização de pessoas privadas de liberdade.
Segundo a Senappen, os aparelhos não terão acesso à internet nem ficarão sob uso direto dos presos. As televisões serão previamente configuradas com restrições técnicas rigorosas, seguindo os protocolos de segurança do Sistema Penitenciário Federal. O conteúdo exibido será cuidadosamente selecionado e aprovado por diferentes instâncias internas, incluindo setores de reabilitação, segurança e os conselhos disciplinares de cada unidade.
A secretaria explicou que o projeto representa uma atualização de uma prática já existente, conhecida como Cinemateca, que utilizava mídias físicas como DVDs e VHS. A mudança, segundo o órgão, se deve à obsolescência desses formatos e à necessidade de modernização tecnológica, em conformidade com a Lei de Execução Penal e com o Manual de Assistências do Sistema Penitenciário Federal, aprovado em 2022.
O investimento total nos 40 equipamentos foi de R$ 85,4 mil, e a previsão é que o projeto esteja plenamente implementado até fevereiro de 2026, após a entrega e a completa configuração dos aparelhos.
A Senappen ressaltou que projetos de exibição de cinema em unidades prisionais não são exclusividade do sistema federal e já são adotados em diversos estados como parte de políticas de reintegração social.
Imagem ilustrativa
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