Hospital esquece perna amputada de jovem morto após acidente de moto, e família realiza dois enterros em Mato Grosso; caso é investigado pelo MP
A morte de um jovem motociclista em Mato Grosso ganhou um novo capítulo de dor após uma falha do sistema hospitalar. A família de Cláudio Ramos Mamora, de 27 anos, precisou realizar dois enterros depois que o Hospital e Pronto Socorro de Várzea Grande esqueceu a perna amputada do paciente na unidade.
Acidente na Rodovia dos Imigrantes terminou em amputação
O acidente ocorreu no km 514 da Rodovia dos Imigrantes, trecho que passa por obras de duplicação. A colisão envolveu uma carreta, e as circunstâncias ainda estão sob investigação. De acordo com informações iniciais, não havia obstáculos na pista que justificassem o impacto.
Após o resgate, a equipe médica realizou a amputação como tentativa de salvar a vida do jovem. Mesmo com o procedimento, Cláudio morreu no hospital. A família, que vive em Primavera do Leste, autorizou a doação dos órgãos.
Perna amputada ficou esquecida na unidade
Durante os trâmites para liberação do corpo, segundo os familiares, não houve qualquer menção à existência da perna amputada. Assim, o corpo foi levado para Primavera do Leste e sepultado.
Dias depois, entretanto, o hospital entrou em contato para informar que o membro permanecia na unidade e precisava ser retirado. A notícia obrigou os parentes a enfrentar novamente o luto.
Como o custo do translado seria elevado, a família decidiu enterrar a perna em Várzea Grande. Dessa forma, foram realizados dois sepultamentos em cidades diferentes.
Caso chega ao Ministério Público
A situação foi registrada em boletim de ocorrência e encaminhada ao Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT). Além disso, a direção do hospital informou que abriu procedimento administrativo para apurar os fatos e afirmou que adotará medidas cabíveis caso sejam constatadas irregularidades.
O advogado da família declarou que vai ingressar com ação judicial por danos morais, psicológicos e materiais. Segundo ele, faltou comunicação adequada e suporte emocional aos familiares.
De acordo com a defesa, a família enfrentou constrangimento, sofrimento prolongado e custos adicionais. Por isso, pretende buscar reparação na Justiça e cobrar providências para evitar que falhas semelhantes se repitam.
Debate sobre protocolos hospitalares
O episódio levanta questionamentos sobre protocolos de manejo de membros amputados e comunicação com familiares. Especialistas apontam que hospitais devem seguir normas rigorosas tanto para acondicionamento quanto para destinação de partes do corpo humano, além de garantir informação clara aos parentes. Enquanto o procedimento administrativo segue em andamento, a família aguarda respostas formais e medidas concretas. As informações são do Estado de Minas
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