O piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, foi detido pela Polícia Civil dentro de uma aeronave prestes a decolar. Segundo as investigações do DHPP, ele não era apenas um cliente, mas um articulador que utilizava sua condição financeira para manter proximidade com a família das vítimas
A investigação que levou à prisão de um piloto da Latam no Aeroporto de Congonhas revelou detalhes brutais sobre o funcionamento de uma rede de exploração infantil em São Paulo. No centro do inquérito está o depoimento de uma adolescente que relatou um episódio de extrema violência ocorrido em 2023: ela teria sido submetida a um estupro coletivo, envolvendo três homens simultaneamente, com a conivência e organização da própria avó.
Piloto fez ao menos três vítimas, que são irmãs: meninas de 10, 12 e 18 anos, uma delas era abusada desde os 8 anos, de acordo com a polícia. Elas eram levadas a motéis pelo homem, que usava documentos falsos, segundo a polícia. Uma das vítimas foi espancada por ele em um motel na semana passada das vítimas foi espancada por ele em um motel na semana passada.
A Conexão entre o “Tio” e a Avó
O piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, foi detido pela Polícia Civil dentro de uma aeronave prestes a decolar. Segundo as investigações do DHPP, ele não era apenas um cliente, mas um articulador que utilizava sua condição financeira para manter proximidade com a família das vítimas.
Apresentado às crianças como “Tio Sérgio”, ele criava um laço de falsa confiança, custeando despesas e chegando a solicitar que as netas da comparsa apresentassem outras colegas de escola para o esquema.
O “Comércio” Familiar
A peça-chave para o acesso às vítimas era Denise Moreno, de 55 anos. Ex-inspetora de uma escola estadual, ela detinha a guarda das netas e, segundo a polícia, transformou a vida das meninas em um negócio rentável por pelo menos uma década.
Venda das netas: Denise é acusada de negociar abusos contra três netas (de 10, 12 e 14 anos).
Controle e Coação:
Relatos de vizinhos indicam que as meninas eram arrastadas e entregues a homens sob protestos e choro, enquanto a avó geria a logística dos encontros.
Silenciamento:
O esquema era garantido por uma mistura de dependência financeira provida pelo piloto e ameaças diretas às menores para que não denunciassem os crimes.
Operação apertem os cintos
A ofensiva policial, que resultou em oito mandados de busca e apreensão, revelou uma estrutura criminosa organizada e profissional. Além do piloto e da avó, uma terceira mulher, Simone da Silva, foi presa em flagrante por posse de pornografia infantil.
O grupo é investigado por uma extensa lista de crimes, incluindo:
Estupro de vulnerável e estupro coletivo.
Favorecimento da prostituição infantil.
Produção e compartilhamento de material pornográfico.
Stalking e coação no curso do processo.
As autoridades reforçam que a rede operava com habitualidade e divisão clara de tarefas, explorando a vulnerabilidade das crianças sob o pretexto de auxílio financeiro familiar.
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