SUS inicia transição para usar insulina mais moderna e de ação prolongada

SUS inicia transição para usar insulina mais moderna e de ação prolongada

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a ideia é atingir todos os estados ainda neste ano

(Folhapress) – O Ministério da Saúde realiza entre fevereiro e março um projeto-piloto no Amapá, Paraíba, Paraná e no Distrito Federal para substituir a insulina NPH, de duração média e mais antiga, pela insulina glargina, de ação prolongada e mais moderna.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a ideia é atingir todos os estados ainda neste ano. São contemplados, até o momento, crianças e adolescentes de até 17 anos com diabetes tipo 1 e idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2. A estimativa é que cerca de 50 mil pessoas sejam contempladas nessa primeira fase.

A escolha do público-alvo, afirma o ministro, foi pactuada entre o comitê de especialistas e gestores estaduais e municipais. A indicação pode ser ampliada ao longo do ano, conforme a evolução do programa e a capacidade de produção, inclusive para atender mais pessoas com diabetes tipo 2, que é mais recorrente no país.

As equipes de saúde passam por treinamento para prescrição, aplicação e acompanhamento dos pacientes, incluindo orientações sobre o uso das canetas de insulina, consultas regulares e visitas domiciliares.

Patrícia Moreira Gomes, diretora da Sbem-SP (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo), diz que a principal diferença entre as duas insulinas está no perfil de ação. A NPH, apesar de ser considerada de ação intermediária, geralmente não cobre as 24 horas do dia, exigindo duas ou três aplicações diárias. Já a glargina tem duração próxima de 24 horas, sendo usada, na maioria dos casos, uma vez ao dia.

“A NPH faz um pico de ação e depois o efeito cai, o que aumenta o risco de hipoglicemia. Já a glargina tem uma ação mais constante, o que reduz esse risco”, explica.
Além disso, a redução no número de aplicações diárias tende a melhorar a adesão ao tratamento.

“Quando o paciente passa de três aplicações para uma, isso traz mais comodidade e facilita o uso correto da insulina”, afirma. Com informações da Folhapress

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