Associação lança campanha nacional contra propaganda eleitoral em templos religiosos

Associação lança campanha nacional contra propaganda eleitoral em templos religiosos

Campanha prevê canal de denúncias e já levou ao MPF casos envolvendo líderes religiosos e políticos

Associação Movimento Brasil Laico lançou a campanha Eleições Laicas, com o objetivo de fiscalizar e denunciar propaganda eleitoral irregular em templos religiosos no Brasil.

Segundo a entidade, a iniciativa responde ao aumento de práticas político-eleitorais em ambientes confessionais, o que, na avaliação do movimento, fere o princípio da laicidade do Estado. A campanha se baseia na Lei Geral das Eleições (Lei nº 9.504/97), que proíbe a veiculação de propaganda eleitoral em templos religiosos.

De acordo com a diretoria da associação, a resolução busca impedir o uso de púlpitos como palanques e a transformação de igrejas em “currais eleitorais” durante períodos eleitorais.

Monitoramento e participação social

A campanha terá caráter bienal, ocorrendo nos anos eleitorais e com início em janeiro, com foco também na identificação de propaganda antecipada. Entre as ações previstas estão:

  • criação de um canal de denúncias no site e nas redes sociais da entidade;
  • triagem técnica das denúncias por equipe jurídica antes do envio à Justiça Eleitoral;
  • disponibilização de modelos de representação para que cidadãos possam formalizar denúncias;
  • articulação com órgãos públicos para reforçar a fiscalização.

Denúncias e mobilização

O lançamento da campanha foi acompanhado da divulgação de um vídeo em que o presidente da associação, Leandro Patricio, convoca a sociedade a denunciar o que classificou como atuação de “pastores cabos eleitorais”.

A entidade também informou ter apresentado denúncia ao Ministério Público Federal contra o deputado federal Eduardo da Fonte, o bispo Samuel Ferreira e a Assembleia de Deus Brás, por suposta realização de comício durante culto em 8 de março deste ano.

Segundo o movimento, outras duas representações já foram protocoladas em 2026 junto à Procuradoria Regional Eleitoral. Uma delas envolve o pastor Silas Malafaia, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) e o deputado Douglas Ruas. A outra cita a deputada estadual Mical Damasceno e a Convenção Estadual da Assembleia de Deus do Maranhão (CEADEMA). Em ambos os casos, a associação aponta a transformação de cultos religiosos em atos de campanha. Com informações do ICL

Veja também

Governo inicia construção da 6ª ponte de Rio Branco

Governo inicia construção da 6ª ponte de Rio Branco

O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e …