Acre deu a primeira senadora negra ao Brasil, e a senadora mais jovem do país. Apesar do pioneirismo, desde 2011 o estado não teve representante feminina no Senado.
A primeira senadora negra do Brasil, Laélia Alcântara, (PMDB-AC), assumiu interinamente o mandato de senadora em abril de 1981, e em definitivo em janeiro de 1982. O mandato se encerrou em janeiro de 1983.
A senadora mais jovem do Brasil foi Marina Silva (PT-AC), que assumiu o mandato no Senado em 1995, tendo sido reeleita em 2002. Afastou-se em 2003 para assumir o Ministério do Meio Ambiente, retornando ao mandato como senadora em 2008. Marina foi senadora até 2011.Desde o fim do mandato de Marina Silva, nenhuma outra acreana foi eleita para o Senado. Atualmente não há nenhuma acreana entre as 16 senadoras responsáveis por representar 104,5 milhões de mulheres. Ou seja 20% de senadoras representam 52,47% do total de eleitoras brasileiras.
Dos 81 senadores, 65 são homens.
Na Câmara dos Deputados a situação não é melhor, de um total de 513 deputados federais, apenas 91 são mulheres. Os outros 422 deputados federais são homens. Na bancada do Acre, composta por 8 deputados federais, apenas três são mulheres.
Nem no Senado nem na Câmara dos Deputados, o problema do Acre não é a falta de candidatas mulheres. Elas existem, são valorosas e estão por aí fazendo política.
A fraca representatividade das mulheres do Acre no parlamento contribui para a vergonhosa posição do Brasil em relação aos outros países do mundo. Dados de 2025 mostram o Brasil na 133ª posição no ranking mundial de participação feminina no parlamento, segundo dados da União Interparlamentar e da ONU Mulheres. Em matéria de representação feminina no parlamento estamos atrás até de Ruanda, Emirados Árabes e Bolívia.
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