Governo Milei quer revisar 150 convenções coletivas e CGT denuncia ataque a direitos históricos
O governo Milei publicou o Decreto 407/2026, um instrumento que abre caminho para a revisão obrigatória de 150 acordos coletivos vencidos.
CGT alerta para ofensiva contra conquistas históricas
A Confederação Geral do Trabalho (CGT), principal central sindical da Argentina, contesta os argumentos apresentados pelo governo para justificar a flexibilização. Segundo a reportagem, representantes da central denunciam a medida como parte de uma ofensiva contra conquistas sindicais históricas.
As novas regras também priorizam negociações por empresa ou região, em vez de acordos nacionais por setor de atividade. Essa mudança tende a reduzir o peso das negociações coletivas amplas e a fortalecer tratativas fragmentadas, nas quais cada empresa ou território pode discutir condições específicas de trabalho.
Outro ponto de tensão é a redução do percentual mínimo de filiação necessário para contestar a representação sindical. O limite, que era de 20%, passa a ser de 5%. Para os sindicatos, essa alteração pode estimular a criação de entidades vinculadas a empresas e enfraquecer federações tradicionais do movimento trabalhista argentino.
Salário dinâmico e banco de horas elevam tensão
A reforma também prevê mecanismos classificados pelos críticos como formas de precarização. Entre eles está o chamado salário dinâmico, que subordina parte da remuneração do trabalhador a avaliações feitas pelo empregador sobre produtividade e situação econômico-financeira da empresa. Com informações da Tele Sur.
Programa ultra liberal da direita é o mesmo em todo o mundo
Outro instrumento previsto é o banco de horas, que permite jornadas semanais desiguais de acordo com os ciclos de produção. A medida pode reduzir o pagamento regular de horas extras e abrir espaço para renegociações de condições de trabalho em patamares inferiores aos atualmente praticados.
A medida é semelhante à PEC da Flexibilização, apresentada no Senado brasileiro por parlamentares de direita que pretende substituir a do fim da escala 6 x 1. Veja Aqui
Na avaliação dos sindicatos, essas mudanças afetam diretamente a renda, a estabilidade e a organização coletiva dos trabalhadores.
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