Diretora-executiva da coalizão, Andrea Florence, afirma que ‘atuais políticas migratórias dos EUA lançam dúvidas sobre a segurança de torcedores e jornalistas durante o torneio’
Instituições de defesa dos direitos humanos fizeram um alerta nesta quarta-feira (03/06) sobre a segurança dos jornalistas e torcedores que irão participar da Copa do Mundo nos Estados Unidos, já que a Fifa não mobilizou ações de segurança suficientes, o que pode causar um “clima de medo distintamente perigoso”, diante das recentes mobilizações do ICE.
Segundo a Reuters, a Sport & Rights Alliance afirmou que a Fifa não considerou as principais questões relacionadas aos direitos humanos durante o torneio esportivo, como restrições de vistos, fiscalização de fronteiras e policiamento, que estão entre os pontos que exigem alerta.
A Copa do Mundo acontecerá entre os dias 11 de junho e 19 de julho de 2026 e terá como sede o Canadá, o México e os Estados Unidos, que terão a maior parte dos jogos, sendo o principal palco do evento, com 78 das 104 partidas do torneio.
A diretora-executiva da coalizão de grupos de direitos, Andrea Florence, disse que “a fraca resposta da Fifa às ameaças aos direitos humanos documentadas, por grupos locais e organizações globais da sociedade civil, significa que estamos testemunhando um clima distintamente perigoso de medo, incerteza e repressão”.
Além disso, Florence afirmou que as medidas agressivas impostas por Donald Trump contra os direitos humanos e de imigração “lançaram uma sombra escura sobre o maior evento esportivo do mundo”.
Em um comunicado, o porta-voz da Casa Branca, Davis Ingle, disse que a Copa do Mundo precisa ser “um dos maiores e mais espetaculares eventos da história da humanidade”, além de afirmar que o torneio é “um evento monumental que exige uma coordenação estreita entre o governo Trump, a Fifa e todos os nossos grandes parceiros federais, estaduais e locais”.
O presidente Trump está concentrado em garantir que essa não seja apenas uma experiência incrível para todos os torcedores e visitantes, mas também a mais segura da história — e nenhuma quantidade de táticas ridículas de intimidação promovidas por grupos ativistas liberais e pela mídia de esquerda mudará isso”, disse.
No entanto, as atuais políticas de imigração do líder da Casa Branca continuam causando tensão em viajantes e profissionais da imprensa que estarão cobrindo o maior evento esportivo do mundo. Além disso, há cerca de um ano, o Serviço de Imigração dos EUA prometeram estar em operações na Copa do Mundo “equipados e com botas”, segundo Florence em declaração a jornalistas.
Com isso, a diretora-executiva da coalizão de grupos de direitos afirmou que, faltando poucos dias para o campeonato de futebol, “a realidade para os trabalhadores, torcedores, jornalistas e comunidades no local parece muito diferente do discurso oficial”.
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