Recursos virão do FNDCT e devem apoiar mais de 700 empresas em até 27 unidades da federação
AFinep e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação lançaram uma nova rodada do Programa Tecnova, voltado ao financiamento de pequenas empresas inovadoras. A edição 2026/2027 terá R$ 360 milhões em recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o FNDCT.
O programa é direcionado a empresas de pequeno porte com faturamento anual de até R$ 16 milhões. A expectativa é contratar 713 empresas em até 27 unidades da federação.
A nova fase do Tecnova também busca ampliar a distribuição regional dos recursos. Segundo a Finep e o MCTI, R$ 209,5 milhões devem ser destinados a empresas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
A operação será feita por agentes estaduais, como as Fundações de Amparo à Pesquisa, as FAPs. Elas terão até 3 de agosto de 2026 para enviar propostas. Depois disso, os editais para as empresas devem ser lançados em 2027.
Além dos R$ 360 milhões do FNDCT, o governo estima que as contrapartidas dos estados possam somar mais R$ 228,5 milhões. Com isso, o volume total mobilizado pode chegar a R$ 588,5 milhões.
Segundo a Fórum, criado em 2012, o Tecnova chega à quarta edição com a possibilidade de se tornar a maior rodada do programa. A terceira fase havia alcançado R$ 270 milhões, com 444 empresas contratadas entre dezembro de 2024 e abril de 2026. A primeira edição, também lançada em 2012, foi a que contemplou o maior número de empresas até agora, com 551.
Para tentar alcançar mais estados, a Finep e o ministério dividiram os limites de repasse em grupos. São Paulo terá o maior teto individual, com até R$ 32,5 milhões disponíveis para empresas do estado. Outros cinco estados poderão receber até R$ 21 milhões cada. Há ainda grupos com limites de R$ 13 milhões, R$ 10 milhões e R$ 6,5 milhões por unidade da federação.
O presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, afirmou que transformar conhecimento em inovação exige desenvolvimento tecnológico, capacidade empresarial, financiamento e acesso a mercados. Para ele, a atuação do Estado é necessária para criar condições para que boas ideias cheguem ao seu potencial.
A ministra Luciana Santos disse que o Tecnova faz parte da estratégia para inserir o Brasil em cadeias mais dinâmicas da economia.
Acesse o portal do programa aqui.
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