Jogadores do Brasil pagarão imposto nos EUA por prêmios da Copa

Jogadores do Brasil pagarão imposto nos EUA por prêmios da Copa

 Os jogadores da seleção brasileira terão de pagar impostos nos Estados Unidos sobre as premiações que receberem durante a Copa do Mundo de 2026. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) chegou a essa conclusão após consultar especialistas tributários nos Estados Unidos, país que sediará parte do Mundial ao lado de México e Canadá. As informações foram publicadas no Portal Uol.

A entidade brasileira deve contar com isenção sobre os valores pagos diretamente pela Fifa (Federação Internacional de Futebol), mas a mesma regra não deve valer para os repasses feitos aos atletas.

A Fifa costuma exigir dos países-sede da Copa uma isenção tributária ampla para si e para seus parceiros. Em edições anteriores, esse benefício também alcançou patrocinadores e federações nacionais. A Copa de 2014, no Brasil, seguiu esse modelo.

Nos EUA, a isenção não foi concedida de forma total à Fifa e a seus parceiros. Por isso, a CBF já estudava quanto teria de pagar sobre os valores recebidos por participação e avanço de fase no Mundial.

Fifa elevou premiações por causa de impostos

A Fifa aumentou o valor destinado a cada federação nacional também em razão dos impostos. O montante mínimo previsto é de US$ 12,5 milhões, com despesas incluídas. A seleção campeã receberá US$ 50 milhões.

Nos últimos meses antes da Copa, o governo norte-americano concedeu isenção às federações nacionais sobre esses valores. A medida, segundo a avaliação da CBF, não elimina a tributação sobre o dinheiro repassado aos jogadores.

A confederação brasileira planeja destinar aos atletas até 70% do valor reservado à delegação. Essa parcela, de acordo com a análise feita pela entidade, deverá sofrer cobrança de imposto nos Estados Unidos. A avaliação interna da CBF indica que a tributação sobre os prêmios dos jogadores não será alta. O peso do imposto pode variar de acordo com a relação internacional entre os Estados Unidos e o país de cada seleção.

Para lidar com a burocracia, a confederação contratou advogados tributaristas. Eles vão orientar os atletas sobre a forma de declarar os valores e cumprir as exigências fiscais estadunidense. Os procedimentos, ainda assim, ficarão sob responsabilidade dos próprios jogadores.

Dúvida sobre salários fora dos EUA

A CBF também estuda se os atletas poderiam ter de pagar imposto nos Estados Unidos sobre salários recebidos em clubes fora do país durante o período da Copa.

Entre advogados, há dúvida sobre a possibilidade de ganhos como os de Vinicius Junior no Real Madrid, por exemplo, sofrerem algum tipo de tributação pelo fato de o jogador estar em território norte-americano durante o Mundial.

A expectativa da CBF é que isso não aconteça. A resposta definitiva, segundo a entidade, só deve sair mais adiante, devido à complexidade do sistema tributário dos Estados Unidos.

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