O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não enxerga limites para o próprio poder após a assinatura de um acordo com o Irã que recuou de várias das exigências apresentadas inicialmente por Washington.
Em entrevista ao programa “The Axios Show”, divulgada na quinta-feira (18), Trump foi questionado pelo jornalista Marc Caputo sobre o que teria aprendido após o conflito envolvendo os dois países.
“Eu ainda não aprendi essa lição. Eu sei que existem limites, mas não há limites. Nós os derrotamos totalmente do ponto de vista militar”, respondeu o presidente americano.
A declaração veio após Trump abandonar a exigência de uma “rendição incondicional” do Irã e aceitar um memorando de entendimento que prevê a criação de um fundo de US$ 300 bilhões para a reconstrução do país persa e abre caminho para o fim de sanções econômicas. Em troca, o acordo não impõe restrições significativas ao programa nuclear iraniano.
A visão de Trump sobre poder também aparece em um novo livro dos jornalistas Maggie Haberman e Jonathan Swan, chamado “Regime Change: Inside the Imperial Presidency of Donald Trump” (“Mudança de Regime: Por Dentro da Presidência Imperial de Donald Trump”).
Segundo os autores, o presidente costuma exibir um documento que sustenta a tese de que ele seria mais poderoso do que figuras históricas como Alexandre, o Grande, Gêngis Khan, Napoleão Bonaparte e Adolf Hitler.

De acordo com o relato do livro, Trump argumenta que os grandes conquistadores do passado não dispunham dos meios de transporte e comunicação modernos. “Eles não tinham aviões, certo? Você não podia viajar por aí”, teria dito ao comentar sobre Alexandre, os Césares romanos e Guilherme, o Conquistador.
Os autores também afirmam que Trump demonstrava aparente satisfação ao se comparar a líderes autoritários como Mao Tsé-Tung, Adolf Hitler e Josef Stalin.
Na quinta-feira, o presidente americano publicou um documento em sua rede social do historiador Dave King. Entre comparações com conquistadores históricos e declarações de que seria “o chefe” dos demais líderes do G7, Trump reforçou uma concepção de poder absoluto baseada na capacidade de impor sua vontade a outras nações, invadindo, bombardeando e estuprando os povos. As informações são do DCM
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