Síndromes respiratórias causam 43 mortes no Acre em 2026; óbitos de crianças menores de 2 anos mais que dobram e atingem maior patamar dos últimos três anos
As síndromes respiratórias já provocaram 43 mortes no Acre entre janeiro e maio de 2026, informa O Alto Acre com base em dados da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). Embora o número total de internações tenha aumentado neste ano, o boletim chama atenção para uma mudança no perfil das vítimas fatais: os óbitos entre crianças menores de 2 anos alcançaram o maior patamar dos últimos três anos.
De acordo com o levantamento, 10 crianças com menos de 2 anos morreram em decorrência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026. O número é mais que o dobro do registrado em 2025 (4 óbitos) e cinco vezes superior ao de 2024 (2 mortes). Segundo a Sesacre, o cenário está diretamente relacionado ao aumento da circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), apontado como o principal responsável pelo avanço das internações de crianças pequenas neste ano.
Diante do aumento dos casos de síndromes gripais e de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), a Comissão Intergestores Bipartite do Acre (CIB/AC) aprovou a Resolução nº 40/2026, que reforça as medidas adotadas para o enfrentamento da situação de emergência em saúde pública decretada pelo governo do Estado no início de junho.
A resolução tem como base o Decreto Estadual nº 11.901, de 3 de junho de 2026, que declarou situação de emergência em saúde pública em razão do crescimento expressivo das doenças respiratórias e da pressão sobre a rede hospitalar, especialmente nos leitos de terapia intensiva. A medida fortalece a articulação entre Estado e municípios, ampliando a capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) diante do atual cenário epidemiológico.
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