A vice-prefeita de Ribeira interior de SP, Juliana Maria Teixeira da Costa, de 42 anos, (MDB), mantinha um relacionamento amoroso com o coordenador municipal de Saúde Olegário da Silva Filho, casado com outra mulher.
Para separá-lo da esposa, Juliana usou dinheiro do Fundo Municipal de Saúde. Os R$ 41 mil usados para pagar o ritual de uma espécie de xamã foram utilizados através de uma nota fiscal falsa, supostamente referente a serviços médicos prestados. Como nenhum crime é perfeito, a nota fiscal foi emitida com data de período em que não havia atividades da Estratégia Saúde da Família. O valor teria sido pago 12 minutos após a emissão da nota.
Um vereador esperto prestou atenção a prints divulgados nas redes sociais e começou a investigação que o levaram a Mentora Samantha, que confirmou ter sido contratada por Juliana para realizar um casamento espiritual com Lauro, visando afastá-lo da esposa.
O Ministério Público entrou na história: “O dinheiro do Fundo Municipal de Saúde deve ser destinado exclusivamente à saúde pública”, destacou o MP que sustenta que a utilização de recursos públicos para esse fim configura crime de peculato.
Não deu a separação pretendida mas deu processo e afastamento do cargo
Durante a investigação, o MP descobriu outros mal feitos. Com a denúncia do MP, a Justiça da Comarca de Apiaí acolheu pedido do Ministério Público e determinou a suspensão dos contratos firmados entre a Prefeitura de Ribeira e a W.F. Da Silva Treinamentos Ltda., além de proibir novos acordos com a empresa até decisão em contrário.
Na denúncia apresentada em 30 de julho pelo promotor Renan Mendes Rodríguez, o MP também pediu medidas cautelares contra os investigados, entre elas a proibição de acesso à prefeitura e às repartições municipais, impedimento de contato com testemunhas e servidores de setores estratégicos, além do afastamento imediato de Juliana dos cargos de vice-prefeita e secretária municipal de Saúde e de Lauro das funções de coordenador da Saúde e técnico de enfermagem.
Além de Juliana, também foram denunciados Lauro e o empresário William Felipe da Silva, proprietário da empresa W.F. Da Silva Treinamentos Ltda., contratada pela prefeitura para prestar serviços. Conforme o MP-SP, os três teriam se associado para fraudar licitações e direcionar contratos à empresa de William.
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