Quase sete meses depois de forças dos Estados Unidos invadirem Caracas e sequestrarem o presidente Nicolás Maduro, Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (24) que a Venezuela ainda não está preparada para realizar eleições.
“Eles ainda não estão prontos”, declarou o presidente americano, sem explicar quais critérios serão utilizados por Washington para autorizar a população venezuelana a voltar às urnas. Trump também elogiou a presidente interina Delcy Rodríguez, antiga vice de Maduro, afirmando que ela faz um “trabalho fantástico”.
A fala evidencia a dimensão da interferência dos Estados Unidos na Venezuela. Depois de retirar à força o chefe de Estado de um país soberano, Washington manteve parte do antigo governo no poder e passou a determinar quando e em quais condições os venezuelanos poderão escolher seu presidente.
Maduro e sua mulher, Cilia Flores, foram levados de Caracas para Nova York durante uma operação militar ordenada por Trump em 3 de janeiro. A defesa questiona a legalidade da ação e sustenta que Maduro tinha imunidade como chefe de Estado. O venezuelano se declarou inocente das acusações apresentadas pela Justiça americana.
Enquanto adia indefinidamente as eleições, Trump celebra os ganhos econômicos obtidos pelos Estados Unidos. Desde o sequestro de Maduro, o governo americano flexibilizou sanções ao setor de petróleo e empresas estrangeiras ampliaram seus projetos no país.
A Casa Branca também passou a apoiar Delcy e suas reformas favoráveis à entrada de capital privado na indústria petrolífera. Ao mesmo tempo, o governo Trump desestimulou o retorno da líder opositora María Corina Machado e reconheceu a presidente interina como única chefe de Estado venezuelana. Com informações da Fórum
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