Em discurso nesta terça-feira (18/8), o deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) trouxe duas situações referentes ao transporte escolar. A primeira é com relação a falta de transporte para estudantes do Ramal da Elza, no projeto de Assentamento Zaqueu Machado, em Capixaba. Já, a segunda é relacionada aos estudantes da zona rural de Tarauacá.
“São duas situações gravíssimas. Eu fico imaginando se isso estivesse ocorrendo aqui na biqueira da nossa Assembleia. Alunos que estão proibidos de irem para a Escola. No caso de Tarauacá, são todos os barqueiros que estão sem o aluguel do barco. Faz um ano que não paga. No mínimo quatro e até seis meses de salário atrasado. A empresa, depois de 15 dias de paralisação e de omissão por parte de quem deveria fiscalizar e punir, porque se eu tenho um contrato com uma empresa terceirizada que tem a obrigação de prestar o serviço e passa o ano sem pagar o aluguel de barco, por que não se puniu ainda?”, questionou.
Sobre o Ramal da Elza, em Capixaba, Edvaldo disse: “eles estavam começando as avalições do primeiro bimestre agora. Nós estamos no terceiro bimestre do ano letivo. Estão condenando a juventude rural a simplesmente não ter acesso ao ensino público. O transporte escolar não falta dinheiro do Fundeb. O que está havendo? Que tipo de compadrio está havendo nessa relação? Porque não se pune? Por que não se toma uma medida drástica? Existe uma série de medidas administrativas que a Secretaria de Educação pode tomar e não toma. Me surpreende porque não toma. Só porque são filhos dos pobres e não pode vir aqui fechar o trânsito?”, disse.
O parlamentar defende um posicionamento por parte da Assembleia Legislativa. “Acho que o Poder Legislativo deveria, no mínimo, fazer uma manifestação de cobrança institucional a esse descaso com a educação rural do nosso estado”.
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